Tag: Sampaio Corrêa

Sampaio tem a melhor defesa na Copa do Nordeste

Classificado pela primeira vez para as semifinais da Copa do Nordeste, o Sampaio chega como um dos quatro melhores clubes da região com a melhor defesa do torneio. Em 2018, nos oito jogos disputados, foram apenas três gols sofridos pelo Tricolor, com destaque para o fato de não ter sido vazado nos jogos no Castelão.

Os únicos gols sofridos pelo Sampaio foram na rodada de abertura no empate em 1 a 1 com o CSA e na derrota por 2 a 1 diante do Ceará, na quarta rodada da fase de grupos. Em contrapartida, dentre os semifinalistas, o Tricolor tem o pior ataque com apenas cinco gols marcados.

Defensivamente, Ceará e Bahia apresentam rendimento semelhante ao Sampaio, ambos com seis gols sofridos, enquanto o ABC foi vazado nove vezes. Ofensivamente, todas as equipes apresentam rendimento bem superior ao Tricolor, com o Alvinegro potiguar com melhor ataque, com 20 gols, seguido pelo Ceará com 15 gols e o Bahia com 13.

Do quarteto semifinalista, apenas o Sampaio chega pela primeira vez nessa fase da competição. O ABC chega a essa fase pela terceira vez e conta com sua melhor campanha em 2010, quando foi vice-campeão. O Bahia já foi campeão três vezes e acumula três vices, enquanto Ceará conta com um título em duas finais disputadas.

Vitória 0x0 Sampaio: Tricolor administra vantagem e é semifinalista do Nordestão

Resultados

Clube1o tempo2o tempoGols
Vitória000
Sampaio Corrêa000

Em um jogo de pouca inspiração ofensiva dos dois times e com destaque para Andrey e Fernando Sobral, o Sampaio ficou no empate sem gols com o Vitória, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Nordeste. O Tricolor apenas administrou a vantagem, por causa do triunfo por 3 a 0 em São Luís, para garantir a classificação inédita para a semifinal, onde enfrentará o ABC, que passou pelo Santa Cruz.

O Sampaio até começou o jogo tentando manter um ritmo equilibrado, chegando principalmente com Bruno Moura pela direita. O problema é que o Tricolor não conseguiu evitar o recuo, algo que já havia ocorrido em Pelotas após o 2 a 0 no primeiro tempo. Com a pressão do Rubro-Negro, foi a chance para Fernando Sobral aparecer ajudando na marcação pela esquerda, onde os donos da casa pressionavam principalmente Neilton e Guilherme.

As melhores chances do Vitória apareciam na bola parada, onde Andrey teve destaque com duas grandes defesas. Na primeira chance foi no cabeceio de André Lima após cobrança de escanteio e no pênalti cobrado por Neilton, que parou no goleiro Tricolor, responsável pelo zero no placar durante os 45 minutos iniciais.

Nos 45 minutos finais o panorama do jogo não mudou. Mesmo com o Vitória precisando de três gols, o time baiano só conseguia levar perigo com as jogadas laterais e, consequentemente, cruzamentos, mas Andrey apareceu bem com as defesas no gol Tricolor.

Como esperado, principalmente após o 15 do segundo tempo, os espaços para os contra-ataques apareceram para o Sampaio. Na primeira grande oportunidade, João Paulo errou na passada e na segunda boa chance, Wellington Rato parou no goleiro Ronaldo. Mesmo com os contra-ataques, o Sampaio também não tirou o zero do placar, o suficiente para comemorar a inédita vaga na semifinal da Copa do Nordeste.

Brasil de Pelotas 1×2 Sampaio: vitória fora de casa e alívio na Série B

Resultados

Clube1o tempo2o tempoGols
Brasil de Pelotas011
Sampaio Corrêa202

O triunfo por 2 a 1 diante do Brasil de Pelotas tira o Sampaio da zona de rebaixamento da Série B. Após um primeiro tempo que controlou o jogo, na etapa final, o Tricolor adotou uma postura extremamente defensiva, o que ajudou a fechar o jogo com apenas 35% de posse de bola, contra 65% dos donos da casa.

Os números de finalizações explicam o recuo do Sampaio na etapa final. No primeiro tempo, o Tricolor finalizou cinco vezes contra três do Xavante, mas na etapa final, enquanto o time maranhense chutou apenas uma vez ao gol defendido por Marcelo Pitol, os donos da casa arriscaram sete vezes. Apesar do recuo durante toda a etapa final, o Tricolor garantiu três pontos importantes na briga contra o rebaixamento na Série B, saindo da zona e empurrando os gaúchos para a 17ª colocação.

O Brasil de Pelotas até começou o jogo pressionando, principalmente com os cruzamentos pela direita. Após os 10 minutos inciais, o Sampaio controlou o jogo no Bento Freitas. Com a linha defensiva mais estreita, Bruninho e João Paulo voltavam para auxiliar na marcação pelas laterais, deixando o Xavante com caminho ofensivo somente nas bolas paradas.

A bola para foi o caminho do Sampaio para abrir o placar. João Paulo cobrou falta com precisão e Fredson cabeceou para o fundo do gol defendido por Pitol. Em um excelente contra-ataque de 6 contra 2, João Paulo errou o passe que poderia resultar no segundo gol Tricolor. Ainda assim o Sampaio ampliou o marcador, quando Bruninho cruzou e Heverton marcou contra antes do intervalo.

No segundo tempo a entrada de Kaio melhorou o jogo do Brasil de Pelotas pelo meio, escapando da marcação de William Oliveira e Fernando Sobral. Com nenhuma chegada ao ataque, o Tricolor foi pressionado, principalmente pelos avanços na direita do Xavante, mas foi na bola parada, após a cobrança de um escanteio que Eder Sciola descontou no Brento de Freitas.

Nos 15 minutos finais do jogo, se o Sampaio não conseguia atacar, o Brasil de Pelotas pecava pelos erros de passe no meio-campo. Com os dois times sem levar perigo ao gol adversário, as redes não voltaram a balançar no interior do Rio Grande do Sul e o Tricolor sai da zona de rebaixamento da Série B.

Sampaio não perde por quatro gols de diferença desde 2016

O triunfo por 3 a 0 diante do Vitória nas quartas de finais da Copa do Nordeste deixou o Sampaio bem próximo da inédita classificação para as semifinais da competição. Com a vantagem de poder perder por até dois gols de diferença para avançar, o Tricolor não sofre uma derrota por quatro ou mais gols de diferença desde 2016.

O Sampaio só não avançará se for derrotado por quatro gols de diferença no tempo normal. A última vez que isso aconteceu foi na Série B de 2016, quando o Tricolor foi goleado por 5 a 0 diante do Náutico na Arena Pernambuco, no dia 27 de maio. Em caso de derrota por 3 a 0 a decisão irá para os pênaltis. A última vez que o Tricolor sofreu uma derrota dessas foi na fase de grupos da Série C de 2017, diante do Fortaleza no Castelão.

Para endossar o tamanho da vantagem do Sampaio, na Copa do Nordeste o Tricolor foi derrota por 3 a 0 somente em 2017, na fase de grupos pela Juazeirense. O Vitória conta com o último triunfo por quatro ou mais gols de diferença no Campeonato Baiano de 2018, quando goleou o Jequié por 5 a 1.

Ainda restam 90 minutos, mas é improvável que o Vitória consiga a classificação no tempo normal. O Sampaio tem uma excelente chance para seguir fazendo história e carimbar a vaga para a semifinal da Copa do Nordeste

Sampaio 3×0 Vitória: triunfo nas falhas de Caique e grande vantagem nas quartas do Nordestão

Resultados

Clube1o tempo2o tempoGols
Sampaio Corrêa123
Vitória000

Um triunfo por 3 a 0 e grande vantagem para o Tricolor mirar a semifinal inédita da Copa do Nordeste. Uma vantagem construída nos méritos do Tricolor e também nas falhas do goleiro Caique, garantindo uma boa estreia do técnico Roberto Fonseca no comando do Sampaio.

O Sampaio começou com o 4-1-4-1 aplicado por Fonseca bem definido. Sobral e Diego Silva por dentro alteravam quem daria o apoio ofensivo na faixa central e quem tentaria segurar um pouco mais o jogo. Inicialmente, Silva avançava, enquanto Sobral era mais contido.

A proposta inicial contava principalmente com João Paulo, inicialmente pela esquerda, onde chegava mais a linha de fundo. Foi por ali que João Paulo fez o lançamento e resultou na falha de Caique, que soltou a bola no pé de Bruninho para abrir o placar no Castelão. João Paulo ainda inverteu o posicionamento com Bruninho, dando mais ofensividade pela esquerda.

O Vitória praticamente não atacou no primeiro tempo. As raras tentativas dependiam do avanço de Guilherme pela direita, já que Yago não conseguia aproveitar pela esquerda.

Na etapa final a bola parada ofensiva foi decisiva para o Tricolor maranhense. No segundo tempo, após a cobrança de falta, novamente Caique soltou a bola e aceitou o chute fraco de Maracás que ampliou a vantagem. O triunfo foi consolidado após Alyson aproveitar a cobrança de escanteio de Wellington Rato e fazer o terceiro dos donos da casa.

O Rubro-Negro assustou somente após a expulsão de Alyson. Com Yago centralizado, a equipe baiana tentou sobrecarregar pela direita, principalmente com Nickson e Lucas, mas em vão.

Na Série D, Moto lidera arrecadação de bilheteria no Maranhão

Entre os quatro clubes que seguem em atividade na temporada de 2018, o Moto lidera com folga o ranking de arrecadação líquida dos maranhenses na temporada. Com apenas sete jogos, considerando o Estadual e a Série D, o Rubro-Negro acumula R$ 114 mil de lucro somente com a realização dos jogos na temporada.

O Sampaio, mesmo com a disputa da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste, tem acumulado na temporada apenas R$ 52 mil de lucro de bilheteria. O Imperatriz aparece com R$ 102 mil arrecadados e o Cordino tem prejuízo de R$ 26 mil.

O que causa espanto é quando considerado apenas a disputa da Série D e a Série B. O Moto levou 7258 torcedores pagantes nos dois jogos no Nhozinho Santos, enquanto o Sampaio, que teve que jogar a estreia contra o Coritiba com portões fechados, nos dois jogos seguintes em casa, contra Paysandu e CRB, levou 4.745 pagantes ao Castelão.

Números que impactam no lucro ao fim dos jogos. O Rubro-Negro soma renda líquida na Série D de R$ 64.085,90, enquanto o Tricolor acumula um prejuízo de R$ 12.231,34. Imperatriz e Cordino realizaram apenas um jogo em casa, com o Cavalo de Aço arrecadando R$ 10.242,16 e a Onça acumulando prejuízo de R$ 5.097,31.

Um dado negativo no levantamento é que ainda não houve um público superior a 10 mil pagantes na temporada no futebol maranhense. Para ultrapassar essa marca, o Sampaio aposta na promoção com ingressos a partir de R$ 5 para o confronto contra o Vitória nas quartas de final da Copa do Nordeste.

Para fechar, vale destacar que entre os cinco maiores públicos pagantes da temporada, o Sampaio aparece três vezes, com o recorde contra a Ponte Preta com 9923 torcedores e o Moto na terceira colocação com 4159 torcedores diante do Sparta. O Superclássico disputado no Campeonato Maranhense, considerado como campo neutro, fica na quarta colcoação com 4064 pagantes.

Os cinco maiores públicos do futebol maranhense em 2018
Sampaio 0x0 Ponte Preta – Copa do Brasil – 9.923
Sampaio 1×0 Paraná – Copa do Brasil – 4.448
Moto 1×0 Sparta – Série D – 4.159
Sampaio 1×1 M0to – Maranhense – 4.064
Sampaio 1×1 Paysandu – Série B – 3.306

As arrecadações dos Maranhenses no Brasileiro
1º Moto R$ 64.085,90
2º Imperatriz R$ 10.242,16
3º Cordino – R$ 5.097,31
4º Sampaio – R$ 12.231,84

Roberto Fonseca chega ao Sampaio com histórico de brigas contra o rebaixamento

Substituto do técnico Francisco Diá, Roberto Fonseca chega ao Sampaio para tentar recuperar a equipe na Série B e sonhar com uma classificação para a semifinal da Copa do Nordeste. Nos trabalhos recentes do treinador está o título de campeão mato-grossense em 2017 pelo Cuiabá e na Série C brigou contra o descenso com o Dourado e no Bragantino.

Em 2018, Fonseca comandou a Caldense no Campeonato Mineiro, com o time do interior sempre na parte de baixo da tabela, evitando a queda para a Série B mineira. Foram apenas sete jogos no comando da equipe, com duas vitórias, dois empates, três derrotas e um aproveitamento de 38,3%.

Em 2017, antes da disputa da Série C, Fonseca levou o Cuiabá ao título Mato-Grossense e foi eleito o melhor treinador do Estadual. Assim que começou o torneio nacional, o cenário mudou. Foram cinco jogos, com quatro empates e uma derrota, apenas 26,6% de aproveitamento. No total, pelo Dourado foram 34 partidas, com 14 vitórias, 14 empates e seis derrotas e 54,9% de aproveitamento.

No mesmo ano chegou ao Bragantino com a missão de tirar a equipe paulista da zona de rebaixamento. Atingiu o objetivo, mas ficou pouco tempo. Foram apenas sete jogos, uma vitória, quatro empates, duas derrotas e apenas 33,3% de aproveitamento.

O último trabalho do treinador na Série B foi em 2014 no comando do ABC. O treinador chegou faltando sete jogos para o término da competição e com a árdua missão de evitar o rebaixamento. O objetivo foi alcançado com quatro vitórias, sofreu um empate e duas derrotas, com um aproveitamento de 61,9%. No ano seguinte, acabou demitido antes do início da Série B.

Agora no Sampaio, a missão de Roberto Fonseca será a mesma de seus últimos trabalhos: impedir o descenso do clube na Série B. Na Copa do Nordeste uma eventual classificação para a semifinal pode ser vista como bônus. Além da questão da troca de treinador é necessário observar como o clube se comportará com a provável reformulação no elenco das próximas semanas.

Francisco Diá deixa o Sampaio com o segundo menor aproveitamento do Tricolor na Série B

Demitido após a derrota por 3 a 2 para o CRB, o técnico Francisco Diá deixa o Sampaio como o treinador com menor aproveitamento em jogos da Série B no comando da equipe. A comparação foi feita considerando somente os jogos da competição e com um mínimo de cinco partidas, além de excluir os interinos, como foram Arlindo Maracanã e Vinícius Saldanha em algumas oportunidades.

O melhor aproveitamento de um técnico no comando do Sampaio na Série B ainda fica com Flávio Araújo, que saiu após a 12ª rodada do torneio em 2014, por motivos pessoais. Francisco Diá, com os quatro pontos conquistados nas cinco primeiras rodadas, supera apenas Wagner Lopes, que teve um aproveitamento de apenas 23,5% e que comandou a equipe em 17 jogos em 2016.

No geral, Francisco Diá deixa o Sampaio com um aproveitamento intermediário, com 48,1%, onde foram 20 vitórias, 18 empates e 16 derrotas em 54 jogos no comando do Tricolor. Pesou para a saída do treinador principalmente a eliminação no Campeonato Maranhense e antes do início da Série B, a diretoria chegou a buscar outras opções para o comando da equipe.

Apesar da eliminação no Estadual, Diá foi responsável por levar o Sampaio duas vezes seguidas para a terceira fase da Copa do Brasil, onde o Tricolor nunca havia chegado e a classificação inédita para a segunda fase da Copa do Nordeste. A troca ocorre no único momento em que poderia acontecer, já que o seu substituto terá uma semana de treinos até o confronto contra o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Nordeste.

Confira o rendimento dos técnicos do Sampaio na Série B*
Flávio Araújo (2014) – 52,7%
Leo Condé (2015) – 49,5%
Lisca (2015) – 46,3%
Flávio Araújo (2016) – 27,7%
Francisco Diá (2017-18) – 26,6%
Wagner Lopes (2016) – 23,5%

*mínimo de cinco jogos disputados

Sampaio sob pressão

Lucas Almeida / L17 Comunição

A derrota por 3 a 2 diante do CRB, quatro jogos sem vencer na Série B e a proximidade do time da zona de rebaixamento. Os elementos deixam a pressão no Sampaio a cada dia maior. Apesar da campanha histórica na Copa do Nordeste, onde chegou até às quartas de finais, e na Copa do Brasil, onde, pela segunda vez em sua história, avançou para a terceira fase, o técnico Francisco Diá vive dias de incerteza no comando do Tricolor.

A campanha na Série B não chega a ser o principal motivo para tal pressão, uma vez que o elenco Tricolor, desde antes da competição começar, era nitidamente limitado. E aí que mora a grande reclamação de boa parte dos torcedores. Durante o Campeonato Maranhense foram várias apostas em jogadores de 20 a 22 anos, mas que chegavam sem projeção de aproveitamento real.

Marcelinho, Nonato, Alexandre Pinho, Erickys, Shalon, entre outros. Do quinteto, apenas Nonato segue no atual elenco do Sampaio, alternando jogos no banco de reservas e outros sem ser relacionado. Quando começaram as contratações para a Série B, logo após a eliminação no Campeonato Maranhense, houveram reforços bem contestáveis. O que exemplifica esse caso é o atacante Claudio Maradona que chegou, fez apenas dois jogos e pediu as contas.

A falta de elenco fica nítida quando há a necessidade de rodar as peças. No gol, Andrey não tem um substituto de segurança, o que ficou claro quando foi necessário contar com André Luiz ou Warleson no gol. Na zaga, Fredson e Odair estão abaixo dos dois titulares, Joécio e Maracás. O meio-campo, talvez seja o setor mais equilibrado, principalmente no nível dos volantes, mas com a saída de Marlon, ainda não há um jogador com as características do meia no elenco.

Completando, o ataque passa por um momento de reformulação. Apesar dos gols perdidos por Alvinho, o jogador contratado após defender o São Bernardo parece ser a melhor opção no elenco para a função de nove, com Carlão virando opção quando precisar de força ofensiva por cima. Uilliam, que é um dos artilheiros do time na temporada, precisa provar que pode balançar as redes contra adversários complicados, o que ainda não foi uma regularidade na temporada.

Se houver a troca de um treinador, o Sampaio vive o momento ideal para isso, pois será com 10 dias de folga até o próximo jogo, tempo mínimo para uma transição de métodos. Após isso, o Tricolor volta a maratona de jogos e aí, qualquer troca de técnico, será apenas uma mudança de gestor da equipe, já que praticamente não haverá tempo para treinos intensos até o início de junho.

Sampaio 2×3 CRB: nova derrota e Tricolor próximo da zona de rebaixamento

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Finalizações erradas, falhas do goleiro André Luiz e polêmicas de arbitragem. Foi um jogo com tudo, menos um bom futebol, seja do Sampaio ou do CRB. A derrota com o gol aos 50 minutos deixa o Tricolor próximo de entrar na zona de rebaixamento, caso o Guarani apenas empate com o Criciúma no complemento da quinta rodada.

O CRB começou o jogo explorando exatamente o ponto mais vulnerável do Sampaio: as laterais. Com Bruno Paulo e Ratinho, Alyson e Bruno Moura tinham trabalho no setor defensivo do Tricolor. O primeiro gol alagoano vem exatamente de jogada de Bruno Paulo pela esquerda e conta com a grande falha de André Luiz para abrir o placar.

Com 1 a 0, o CRB deu a bola para o Sampaio, que apresentava extrema dificuldade após passar o meio-campo. Os passes rasteiros eram facilmente interceptados pela zaga ou por Feijão na equipe alagoano. A saída foi tentar cruzamentos. Um desses deu certo, a bola chegou para João Paulo, que empatou o jogo.

Na etapa final, a proposta do CRB era se defender. Apenas Tinga ficava à frente da segunda linha de quatro da equipe comandada por Junior Rocha, para tentar encaixar o contragolpe. A entrada de Uilliam melhorou o jogo pela direita do Tricolor, mas as oportunidades eram desperdiçadas ou então João Carlos aparecia com boas defesas.

Os alagoanos chegaram a virar o jogo após a tentativa errada de Joécio afastar e na dividida com André Luiz, Neto fez o segundo do CRB. Ainda houve tempo para outros dois gols, todos em jogada de bola parada. Maracás empatou após escanteio e no último lance, Flavio Boaventura garantiu a vitória alagoana após a cobrança de escanteio.

A derrota deixa o técnico Francisco Diá extremamente pressionado no cargo. O Sampaio terá agora 10 dias até o jogo contra o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Nordeste.