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Demissão de Roberto Fonseca não é a saída para a má fase do Sampaio

Após 18 dias da conquista da Copa do Nordeste, Roberto Fonseca não é mais o técnico do Tricolor. A sequência de sete jogos sem vitória na Série B e a queda para a vice-lanterna da competição foram cruciais para a demissão do treinador. Decisão que está longe de ser a solução para a má fase do Tricolor na Série B.

Fonseca chegou a deixar o Sampaio na 10ª colocação, após o triunfo diante do Oeste na 10ª rodada, última vitória conquistada pelo Tricolor no torneio. Desde então, uma crise de lesões se instalou no time, desfigurando totalmente o ataque e o meio-campo.

João Paulo foi o primeiro afetado, mas logo conseguiu retornar ao time. Nesse período, William Oliveira, Diego Silva, Bruninho e Jheimy, reforçaram o DM tricolor. Do quarteto, Jheimy é o atleta com menos tempo de jogo, recém-contratado e, com apenas dois jogos, sofreu uma fratura durante a derrota por 1 a 0 contra o CSA e ficará até quatro meses em recuperação.

Bruninho sofreu uma fratura no calcanhar na derrota diatne do Figueirense, quando começou a série negra do Sampaio. O atacante era peça fundamental nas pontas do time comandado por Roberto Fonseca. William Oliviera e Diego Silva, entre lesões e suspensões, sempre são ausências sentidas no time titular, principalmente pelo controle no meio-campo.

Junto com as lesões houveram baixas por causa de suspensões, chegando ao cúmulo do Sampaio ter até 11 jogadores indisponíveis para o confronto contra o Boa Esporte. Um time. Roberto Fonseca tem sua parcela de responsabilidade na série negativa na Série B, mas paga o preço pelo elenco limitado do Tricolor.

O ex-treinador chegou e garantiu quatro jogos de invencibilidade, com três vitórias e um empate em seu início no Sampaio. Deixa o time após a conquista da Copa do Nordeste, com uma série geral de cinco jogos sem vitórias, onde conqusitou apenas dois pontos nesse período. Se isolar o cenário somente para a Série B, são apenas dois pontos conquistados em 21 disputados.

Seja quem for o substituto de Roberto Fonseca, a missão de garantir a permanência na Série B será árdua. Assim como o seu antecessor será necessário tempo e compreensão da limitação do elenco do Tricolor maranhense.

Roberto Fonseca chega ao Sampaio com histórico de brigas contra o rebaixamento

Substituto do técnico Francisco Diá, Roberto Fonseca chega ao Sampaio para tentar recuperar a equipe na Série B e sonhar com uma classificação para a semifinal da Copa do Nordeste. Nos trabalhos recentes do treinador está o título de campeão mato-grossense em 2017 pelo Cuiabá e na Série C brigou contra o descenso com o Dourado e no Bragantino.

Em 2018, Fonseca comandou a Caldense no Campeonato Mineiro, com o time do interior sempre na parte de baixo da tabela, evitando a queda para a Série B mineira. Foram apenas sete jogos no comando da equipe, com duas vitórias, dois empates, três derrotas e um aproveitamento de 38,3%.

Em 2017, antes da disputa da Série C, Fonseca levou o Cuiabá ao título Mato-Grossense e foi eleito o melhor treinador do Estadual. Assim que começou o torneio nacional, o cenário mudou. Foram cinco jogos, com quatro empates e uma derrota, apenas 26,6% de aproveitamento. No total, pelo Dourado foram 34 partidas, com 14 vitórias, 14 empates e seis derrotas e 54,9% de aproveitamento.

No mesmo ano chegou ao Bragantino com a missão de tirar a equipe paulista da zona de rebaixamento. Atingiu o objetivo, mas ficou pouco tempo. Foram apenas sete jogos, uma vitória, quatro empates, duas derrotas e apenas 33,3% de aproveitamento.

O último trabalho do treinador na Série B foi em 2014 no comando do ABC. O treinador chegou faltando sete jogos para o término da competição e com a árdua missão de evitar o rebaixamento. O objetivo foi alcançado com quatro vitórias, sofreu um empate e duas derrotas, com um aproveitamento de 61,9%. No ano seguinte, acabou demitido antes do início da Série B.

Agora no Sampaio, a missão de Roberto Fonseca será a mesma de seus últimos trabalhos: impedir o descenso do clube na Série B. Na Copa do Nordeste uma eventual classificação para a semifinal pode ser vista como bônus. Além da questão da troca de treinador é necessário observar como o clube se comportará com a provável reformulação no elenco das próximas semanas.