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Renovação de Marcinho Guerreiro é fundamental para o Imperatriz repetir sucesso em 2019

Vice-campeão maranhense em 2018 e com o acesso conquistado para a Série C de 2019. Diferente de outras temporadas, o Imperatriz fecha o ano com saldo extremamente positivo e sinaliza a construção de uma base para as próximas temporadas. A renovação de Marcinho Guerreiro no comando do Cavalo de Aço é o principal indício.

É curioso que o Imperatriz não começou a temporada com essa segurança para os treinadores. Paulinho Kobayashi durou apenas três rodadas no Campeonato Maranhense e deu lugar para Vinícius Saldanha, que levou o alvirrubro ao vice-campeonato estadual. Na Série D, Saldanha durou dois jogos e deu lugar para Marcinho Guerreiro, que recuperou a equipe para levar ao acesso para a Série C.

O grande mérito de Marcinho nesse período no comando do Imperatriz foi resgatar a força ofensiva da equipe. Curiosamente, no único jogo em que não marcou gols, na derrota por 1 a 0 diante do Treze na semifinal, foi eliminado da Série D. Anteriormente, em todas as partidas o alvirrubro balançou as redes e o treinador foi fundamental para resgatar Junior Chicão e transformar o maranhense em um dos goleadores da Série D, com oito gols.

A veia ofensiva é provavelmente uma característica que será mantida no Imperatriz para 2019. Na Série D, o Cavalo de Aço teve o terceiro melhor ataque com 21 gols marcados, média de 1,5 gols por jogo, enquanto, o Moto campeão maranhense fechou o Estadual com 22 gols marcados, média de gols por jogo. Diferente de 2018, Marcinho terá no comando uma equipe estável e sem tantos problemas internos, quando foi na pré-temporada do Rubro-Negro. O treinador tem o cenário ideal para tentar repetir os bons resultados de 2018 e buscar a permanência em seu segundo desafio na Série C.

O triste fim do ciclo de Marcinho como técnico do Moto

Menos de um mês após conquistar seu primeiro título como treinador, o ciclo de Marcinho Guerreiro chega ao fim no comando do Moto. Não por causa de decisões erradas ou resultados negativos, mas simplesmente pela irresponsabilidade dos dirigentes do Rubro-Negro. Tratam um dos principais ídolos da história do time, campeão como jogador e treinador, como se fosse um qualquer e desrespeitam os trabalhadores, não só da comissão técnica, como também os que vestem a camisa para entrar em campo.

É bizarro entender a saída de Marcinho Guerreiro, que em 2018 perdeu apenas um jogo, conquistou seis vitórias e cinco empates. Campeão Estadual após dois anos e responsável pelo melhor início do Rubro-Negro na Série D. Um aproveitamento, na temporada, de 63,8%. No geral, considerando os primeiros jogos de 2017 e o período como interino na Série C, Marcinho comandou o Moto em 27 jogos, com 13 vitórias, nove empates e cinco derrotas, um aproveitamento acumulado de 59,2%.

Além dos números, Marcinho era o elo de uma diretoria perdida e desacreditada com o elenco do Moto. Luís Miguel, que levou o São José até às semifinais do Campeonato Maranhense é o escolhido para ser seu substituto. Tecnicamente, a escolha é até boa, mas o problema é que Luis chega como uma cara nova no meio de uma crise intensa.

Marcinho sai do Moto com débitos e a ingratidão por parte da diretoria. Conseguiu colocar um estilo de jogo no Rubro-Negro, marcado por uma escalação sempre no 4-2-3-1 e com força no contra-ataque. Começou bem a Série D, com um cenário promissor até para sonhar com acesso, mas tudo isso é colocado abaixo com a sua saída e a clareza de que a diretoria do Rubro-Negro, mais do que nunca, não sabe o que está fazendo.