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França 4×2 Croácia: a eficiência campeã francesa

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A Croácia começou melhor e viu a França na primeira chegada abrir o placar. O caminho para o título francês, com o triunfo por 4 a 2, começou no gol contra de Mandzukic, mantendo a eficiência francesa como uma das grandes marcas dessa Copa. Se ficou a impressão que o time de Deschamps poderia render mais, ele rendeu o suficiente para conquistar o segundo título mundial da França.

Os 15 minutos iniciais foram com a Croácia controlando o jogo, mas sem a eficiência. O destaque no meio-campo ficava com Kanté, sempre que necessário, encostando para apertar a marcação em Modric, um dos motivos para o croata fazer uma partida discreta na decisão. Assim como o primeiro gol foi originado em bola parada, a jogada que resultou no empate de Perisic, também veio após uma falta na frente da grande área.

Ainda no primeiro tempo, Griezmann, de pênalti, voltou a colocar a França na frente. A vitória parcial francesa foi construída com apenas uma finalização na direção do gol e 33% da posse de bola.

Na etapa final, Pogba e Mbappé consagraram o título francês. Lloris, em uma falha na frente de Mandzukic, permitiu o segundo gol croata, mas nada que ameaçasse a conquista francesa. Uma conquista histórica, que transforma Mbappé no segundo jogador mais jovem campeão da Copa e coloca Deschamps ao lado de Zagalo e Beckenbauer, treinadores campeões como jogadores e no comando de suas seleções.

A lição que fica da Copa de 2018 é a eficiência. Se em 2010 começou o domínio do futebol de posse de bola, chegando ao auge com o controle alemão em 2014, em 2018 é o antídoto dos modelos anteriores. A lição mais importante de todas: não há somente uma forma certa de jogar futebol.

Bélgica 3×2 Japão: susto, virada e classificação belga

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Os erros da Bélgica na primeira fase tiveram um custo logo no primeiro jogo das oitavas. Por conta da superioridade técnica do seu elenco e com um gol achado, os belgas conseguiram virar diante do Japão e garantir a classificação para as quartas de final.

Logo no primeiro minuto do jogo, Kagawa arriscou uma finalização aproveitando exatamente o espaço na frente da zaga belga. Witsel e De Bruyne formam uma boa dupla para a saída de bola, mas defensivamente possuem dificuldades.

Pela direita, Carrasco seguiu deixando amplas avenidas para os japoneses. Foi exatamente por ali que Haraguchi avançou em velocidade para abrir o placar para os nipônicos no início do primeiro tempo.

Além do Japão sair na frente, Lukaku foi anulado durante boa parte do jogo com a marcação de Yoshida. O zagueiro japonês conseguiu terminar a partida com 14 cortes, dois bloqueios e duas interceptações.

O golpe, quase final do Japão, veio na precisão de Inui. Com liberdade na frente da área acertou um golaço para abrir 2 a 0. Parecia que a Bélgica se despediria da Copa ali.

O problema é que um cabeceio totalmente despretencioso de Vertonghen virou um gol, contando com grande colaboração do goleirão japonês. A virada começou a ganhar forma, quando Hazard achou espaço na esquerda e cruzou para Felaini empatar o jogo. Aliás, Hazard foi o melhor belga da partida, desde o primeiro tempo tentando forçar a jogada pela esquerda.

A virada belga foi concretizada em um contra-ataque de manual puxado por De Bruyne. Passe para Mertens, corta-luz de Lukaku e finalização de Chadli para garantir o terceiro da Bélgica aos 49 e decretar a classificação dos Diabos Vermelhos de forma dramática.

Brasil 2×0 México: triunfo mental e com Neymar centralizado

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Um gol, uma assistência e mais um grande jogo de Neymar. Em crescimento no mata-mata, o camisa 10 dividiu com Thiago Silva o posto de melhor em campo no triunfo diante do mexicanos para conduzir o Brasil às quartas de final.

Em um jogo que o México começou com marcação alta, como prometido por Osório, com destaque para Rafa Marquez atuando como volante, com o apoio de Guardado e Herrera nas transições. Destes, Guardado era quem mais se aproximava da linha ofensiva com Lozano, Hernandez e Vela.

Vela foi o jogador mais ativo do ataque mexicano e, com o apoio de Lozano, tinha como principal missão dar amplitude ao campo de jogo, enquanto a linha defensiva brasileira jogava mais estreita. O Brasil segurou a pressão mexicana, principalmente graças ao bom jogo de Thiago Silva.

Layun foi efetivo na marcação de Neymar no primeiro tempo e o camisa 10 saiu em situação de mano a mano somente em um momento, quando Ochoa apareceu com uma boa defesa. Após o 0 a 0 do primeiro tempo, Layun teve uma atuação mais agressiva com Neymar.

Na etapa final, a grande novidade do Brasil foi Neymar mais centralizado, liberando o corredor esquerdo para Coutinho, formando um 4-4-2. Foi graças a isso, que o chute errado de William acabou virando uma assistência para Neymar abrir o placar.

Na segunda vez que Neymar ficou livre de Layun, teve espaço para arrancar e achar Firmino, que decretou a vitória. Defensivamente, Thiago Silva fechou o jogo com oito interceptações e três chutes bloqueados, com mais uma grande atuação defensiva na Copa.

Neymar, diferente dos dois primeiros jogos, conseguiu evitar as reclamações após as faltas consecutivas de Layun. Força mental. Assim como foi no Rio 2016, o camisa 10 cresce no momento decisivo e faz mais um grande jogo na Copa do Mundo. Pode ser a chava para o Brasil voltar ao lugar mais alto da competição.

Croácia 1(3)x(1)1 Dinamarca: goleiros brilham nos pênaltis e croatas avançam

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Depois de 120 minutos de pouco futebol, com exceção dos cinco minutos iniciais, a Croácia garantiu a vaga nas quartas de final na decisão nos pênaltis, com direito a três defesas de Subasic. Schmeichel, mesmo com a eliminação, também foi brilhante, ao forçar a decisão nas penalidades quando parou Modric na prorrogação e com duas defesas nas cobranças alternadas.

Os cinco minutos iniciais foram uma ilusão do que o jogo poderia ser. Primeiro a falha de Subasic, na finalização de Jorgensen logo no primeiro minuto para abrir o placar. Na sequência, aos três minutos, a bola ficou em um bate rebate na zaga dinamarquesa e sobrou para Mandzukic empatar o jogo.

Foi só. Modric bem marcado no meio-campo, até conseguiu encaixar passes importantes, mas longe de demonstrar a eficiência que teve na fase de grupos. Um dos raros lances de Modric veio no fim da prorrogação, quando lançou para Rebic, que limpou o goleiro e sofreu o pênalti. Aí foi a vez de Schmeichel consagrar-se, defendendo a cobrança de Modric e obrigando a decisão nos pênaltis.

Na decisão nas penalidades, cobranças ruins dos batedores e goleiros atentos. Schmeichel quase parou Modric pela segunda vez, mas não conseguiu defender a cobrança do meio-campista, enquanto Subasic se redimiu do erro no primeiro tempo, virando o herói da classificação croata.

Espanha 1(3)x(4)1 Rússia: anfitriões avançam nos pênaltis

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Uma vitória por 4 a 3 nos pênaltis e com Akinfeev como o herói da classificação, com duas penalidades defendidas e defesas importantes durante os 120 minutos. O empate em 1 a 1 no tempo normal, seguido de um futebol burocrático da Espanha, foi crucial para a eliminação da Fúria.

O gol contra de Ignashevich logo aos 12 minutos deu à Espanha a tranquilidade que queriam. Não pressinaram a Rússia durante todo o primeiro tempo, ao ponto de finalizarem pela primeira vez depois do gol de empate de Dzyuba.

O futebol espanhol na etapa final, mesmo com o empate, seguiu pobre. Toques para o lado sem objetividade. Quando conseguiram furar a defesa russa, Akinfeev apareceu com defesas importantes.

Por outro lado, a Rússia sequer conseguia sair jogando. Nos pênaltis, Akinfeev defendeu duas cobranças para garantir a classificação russa, que sequer precisou cobrar o quinto pênalti, após Koke e Aspas pararem no goleiro anfitrião.

Com a classificação russa, caso a Inglaterra seja eliminada, um dos finalistas será uma seleção que nunca conquistou o Mundial. Até aqui, os russos são a maior surpresa do torneio, após chegarem com uma série de sete jogos sem vencer à Copa, muitos duvidavam da classificação até para as oitavas e chegar nas quartas de final era um feito considerado até improvável.

Uruguai 2×1 Portugal: Cavani leva uruguaios para as quartas e celeste sofre o primeiro gol

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Uruguai justificou o fato de ter a melhor defesa da Copa até agora. Apesar de Portugal conseguir furar a parede celeste, Cavani, em uma partida, inspirada, marcou duas vezes para garantir os comandados de Oscar Tabarez nas quartas de final diante da França.

O primeiro gol uruguaio foi uma aula de passes longos de Cavani e Suarez. A dobradinha resultou no cabeceio do camisa 21 para abrir o placar. Com a vantagem, naturalmente o jogo caiu de ritmo e foi a vez de Laxalt, com desarmes precisos pela esquerda, começar a se destacar ajudando o sistema defensivo uruguaio, que seguiu contando com atuação segura de Godin e Gimenez.

Portugal voltou para o segundo tempo e sobrecarregou o ataque. Nas 12 tentativas, uma delas achou Pepe, depois de uma rara bola que não foi cortada pela zaga uruguaia no alto. O zagueiro luso-brasileiro empatou o jogo. O problema é que do outro lado estava Cavani. Uma bola lançada de Betancur encontrou o camisa 21, que acertou um golaço para garantir o triunfo uruguaio, antes de sair lesionado.

Portugal pressionou, mas faltou pontaria. Se conseguiu fechar o primeiro tempo com 12 chutes a gol, destes apenas três foram na direção de Muslera. Laxalt foi fundamental na defesa uruguaia, fechando o jogo como o atleta que mais roubou bolas, com cinco desarmes. Uma classificação com o estilo uruguaio de jogar.

França 4×3 Argentina: contra-ataque, Mbappé e classificação francesa

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Houve um susto, mas foi só um lapso de futebol da Argentina. Superior durante os 90 minutos e comandada por Mbappé inspirado, a França venceu por 4 a 3 e é a primeira classificada para as quartas de final na Copa da Rússia.

A escalação argentina sugeria Messi como falso 9 para abrir espaço na defesa francesa. O problema é que os hermanos sequer deram trabalho nos 45 iniciais. A defesa em linha alta foi um convite para um inspiradíssimo Mbappé.

O primeiro gol surge em um contra-ataque, com o atacante de 19 anos pegando a bola no campo defensivo e, com seis toques, chegando na grande área, onde sofreu pênalti. Griezmann abriu o placar na cobrança. Mbappé voltou a ter outra oportunidade quando Pogba fez um passe espetacular, mas foi parado com falta na entrada da área.

A Argentina não oferecia perigo, mas um erro francês, ao deixar Di Maria livre na entrada da área, permitiu o golaço do camisa 11. No segundo tempo, um gol aleatório, após a finalização de Messi, que desviou na zaga e sobrou para Mercado virar. Uma vitória argentina totalmente inesperada. Foi por pouco tempo.

Pávon e Mercado não conseguiram parar Hernandez, quando recebeu um belo passe de Pogba. Pávon desistiu da jogada e Mercado errou o carrinho. O cruzamento achou Pavard, que acertou um golaço, talvez o mais bonito da Copa, para empatar o jogo.

A virada veio com o nome do jogo. Mbappé. Primeiro uma aula de contra-ataque. Novamente a linha alta da argentina e com o agravante de Otamendi tentar dar um bote no campo ofensivo. A bola saiu dos pés de Lloris, passou por quatro jogadores e chegou em Mbappé para virar o jogo. O camisa 10 voltou a balançar as redes e marcou o quarto dos franceses.

Com o 4 a 2 no placar, a França, naturalmente, reduziu a intensidade do jogo. A Argentina ainda descontou com Aguero aos 47, mas longe de ameaçar a classificação francesa para as quartas de final.

Uruguai 3×0 Rússia: passeio uruguaio e meio-campo encontrado

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Sem dificuldades, o Uruguai venceu a Rússia por 3 a 0 na última rodada da fase de grupos. O resultado garante a Celeste com 100% de aproveitamento e na liderança do grupo A, enquanto os anfitriões sofrem a primeira derrota na Copa e avançam apenas em segundo.

O destaque do jogo ficou por conta da formação do Uruguai, no 4-3-1-2, com Betancur, que depois foi substituído por Arrascaeta, atuando à frente de Nandez, Torreira e Vecino. Por conta da boa marcação uruguaia e com os russos poupando jogadores como Mário Fernandes e Golovin, não houve resistência russa.

Dos gols, destaque para a cobrança de falta de Suarez, que contou com a falha do goleiro Ankifeev e no terceiro a boa assistência de cabeça de Godín para Cavani marcar o seu primeiro gol na Copa. A derrota, principalmente por conta dos desfalques, não serve para desmerecer a classificação russa, apesar dos triunfos tranquilos diante das frágeis seleções egípcia e saudita.

No outro jogo do grupo, o Egito até saiu na frente com Salah de pênalti e El-Hadary, que se tornou o jogador mais velho a atuar na Copa do Mundo, até defendeu um pênalti saudita. A Arábia ainda buscou a virada com outro pênalti convertido por Al-Faraj e nos acréscimos do segundo tempo, Al-Dawsari garantiu o primeiro triunfo saudita em Copas desde 1994.

Inglaterra 6×1 Panamá: goleada inglesa e novo artilheiro na Copa

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Como esperado, a Inglaterra atropelou o frágil Panamá. O triunfo por 6 a 1 foi fundamental para os ingleses, que na última rodada jogarão por um empate diante da Bélgica para garantir a liderança do grupo. Primeiro lugar, que neste momento, está sendo definido pelos critérios disciplinares, com os ingleses com dois cartões amarelos e os belgas com três.

Quem aproveitou a fragilidade dos panamenhos foi o artilheiro Harry Kane. Dos três gols, dois saíram de pênalti e o terceiro foi sem querer, após o chute de Loftus-Cheek, que desviou no seu calcanhar e encobriu o goleiro.

Kane chega aos cinco gols, ultrapassando Cristiano Ronaldo e Lukaku, ambos com quatro gols. Outro que entrou na briga pela artilharia foi Stones, autor de dois gols, enquanto Lingard marcou uma vez.

O gol de honra do Panamá saiu com Felipe Baloy, que entrou no segundo tempo. Inglaterra x Bélgica além de definir a liderança do grupo G servirá para mostrar a força real das duas seleções, que até agora tiveram dois adversários extretamente frágeis na fase de grupos.

Bélgica 5×2 Tunísia: força ofensiva belga e classificação encaminhada

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Favorita no grupo G, ao lado da Inglaterra, a Bélgica confirmou o status e deixou a classificação encaminhada para as oitavas de final com o triunfo por 5 a 2 diante da Tunísia. Lukaku foi a grande estrela do triunfo belga, com dois gols, empatando com Cristiano Ronaldo na artilharia, ambos com quatro gols marcados na Rússia.

A Tunísia em nenhum momento adotou uma postura defensiva para segurar os belgas. O que teve um preço. Dos cinco gols sofridos, dois começaram com roubadas de bola da Bélgica.

Defensivamente, os belgas apresentaram problemas principalmente com a zaga muito centralizada e os os pontas tunisiano, Badri e Youssef, conseguindo achar espaços nas laterais, principalmente nas costas de Meunier. Serão necessários ajustes no setor para o confronto contra a Inglaterra e para as oitavas de final.

Hazard anotou mais dois gols para a Bélgica e Batshuayi, depois de desperdiçar quatro oportunidades, conseguiu fazer o quinto. Bronn e Khazri descontaram a Tunísia, que tentará pontuar na última rodada diante do Panamá.