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Moto conta com cinco reforços para 2019

Depois da contratação do técnico Wallace Lemos, o Moto começa a ter uma definição da base do elenco para a temporada de 2019. Até o momento o Rubro-Negro tem 11 jogadores acertados, dos quais cinco serão novidades para o clube que defenderá o título do Campeonato Maranhense e voltará a disputar a Copa do Nordeste e Copa do Brasil.

Dentre os reforços, no gol Rodolfo e Vitor chegam para disputar a titularidada no Rubro-Negro. Vitor chega com relativa vantagem diante de Rodolfo, pois foi titular do River-PI em boa parte da temporada, com 11 jogos disputados sob o comando do técnico Wallace Lemos, onde foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Piauiense.

Rodolfo terá uma dificuldade a mais para superar após passar uma temporada sem jogar pelo Guarani. Relacionado em alguns jogos durante o Paulistão e a Série B no banco de reservas, o goleiro não joga desde outubro de 2017, quando defendia o Atlético-MG B na Terceira Divisão mineira. O goleiro ainda conta com uma passagem pelo futebol português, onde defendeu o Atlético Viseu na II Liga e sofreu 44 gols em 34 jogos.

Na defesa aparece mais um ex-River-PI, com o zagueiro Lucas Dias, com três jogos disputados na equipe piauiense e um gol marcado. O defensor de 23 anos reencontra o técnico Wallace Lemos no Moto. A outra novidade na zaga é o zagueiro Alisson, que disputou apenas quatro jogos pelo Joinville na Série C, além de nove partidas durante o Campeonato Catarinense.

Fechando a primeira leva de reforços do Moto está o experiente Juninho Arcando, de 35 anos. Revelado pelo Atlético-MG em 2002 e com passagem na Seleção Brasileira sub-20, nas últimas temporadas o meia teve passagens discretas pelo ASA, Patrocinense, Macaé e Remo. Pelo ASA, em 2018, disputou apenas três jogos durante a Série D e foi titular no Patrocinense durante o Campeonato Mineiro.

Além das novas contratações, o Moto já conta com a confirmação do goleiro Solano, o lateral-direito Diego Renan, os volantes Rafael Santos e Victor Salvador e os atacantes Márcio Diogo e Ricardo Maranhão. Destes, somente Solano não foi titular regular durante a temporada de 2018.

Com três reforços, Imperatriz conta com 22 jogadores confirmados para 2019

O Imperatriz é o clube maranhense com a preparação para 2019 mais adiantada. Com a participação do Cavalo de Aço na Copa do Brasil e no Estadual, fechando o ano com a disputa da Série C, a equipe comandada por Ruy Scarpino já conta com 22 jogadores confirmados, dos quais três chegarão como reforços e os demais participaram da campanha do acesso para a Série C.

As três novidades até o momento são os meias Marcos Paullo, de 28 anos, e Peu, de 27 anos. Marcos Paullo chega após disputar o Tocantinense e a Série D pelo Interporto, mas com um rendimento abaixo do que demonstrou em 2016 pelo Moto, e o atacante Chaveirinho, de 27 anos. Em 2018, o meia marcou apenas um gol com a camisa do clube tocantinense, que foi eliminado na primeira fase da Série D e nas semifinais do Estadual.

Aos 27 anos, Peu jogará no futebol maranhense pela primeira vez. Titular do Salgueiro em 2018, com 33 jogos e um gol marcado, o meia tem uma carreira marcada por passagens nos clubes do interior paraibano e chega como o primeiro jogador com experiência de Série C ao Cavalo de Aço.

Chaveirinho chega ao Imperatriz após defender o Manaus e o São Francisco-PA, em 2018. Pelo clube amazonense o atacante disputou cinco jogos durante a Série D, inclusive encarou o Cavalo de Aço no jogo do acesso.

Dentre os remanescentes para 2019, destaque para o atacante Junior Chicão, artilheiro do Cavalo de Aço na temporada, com 10 gols em 26 jogos. O Imperatriz ainda deve anunciar mais quatro jogadores, priorizando reforços no meio-campo e na zaga, setores que ficaram fragilizados após a Série D.

O zagueiro Michael, que foi titular durante a Série D, foi para o futebol português, o volante Daniel Barros e o meia Eloir, que acertou com o Sampaio, são as três principais baixas do time após a Série D. Um detalhe é que o zagueiro Tomais e o volante Tibiri, confirmados para 2019, disputarão a Copa FMF emprestados ao MAC, prática que foi adotada pelo Cavalo de Aço durante a Segundinha emprestando atletas como o goleiro Gustavo, o zagueiro André Penalva e o atacante Kaká para times que disputaram o acesso Estadual.

Elenco do Imperatriz para 2019
Goleiros: Jean, Gustavo
Zagueiros: André Penalva, Anderson Schmoeller, Tomais, Cosmo
Laterais: Renan, Paulino, Wesley, William
Volantes: Tibiri, Morango
Meias: Adauto, Gabriel Cajuapara, Marcos Paulo, Peu
Atacantes: Cebolinha, Chicão, Lucas, Kaká, Chaveirinho, Matheus

Na Série D, Moto lidera arrecadação de bilheteria no Maranhão

Entre os quatro clubes que seguem em atividade na temporada de 2018, o Moto lidera com folga o ranking de arrecadação líquida dos maranhenses na temporada. Com apenas sete jogos, considerando o Estadual e a Série D, o Rubro-Negro acumula R$ 114 mil de lucro somente com a realização dos jogos na temporada.

O Sampaio, mesmo com a disputa da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste, tem acumulado na temporada apenas R$ 52 mil de lucro de bilheteria. O Imperatriz aparece com R$ 102 mil arrecadados e o Cordino tem prejuízo de R$ 26 mil.

O que causa espanto é quando considerado apenas a disputa da Série D e a Série B. O Moto levou 7258 torcedores pagantes nos dois jogos no Nhozinho Santos, enquanto o Sampaio, que teve que jogar a estreia contra o Coritiba com portões fechados, nos dois jogos seguintes em casa, contra Paysandu e CRB, levou 4.745 pagantes ao Castelão.

Números que impactam no lucro ao fim dos jogos. O Rubro-Negro soma renda líquida na Série D de R$ 64.085,90, enquanto o Tricolor acumula um prejuízo de R$ 12.231,34. Imperatriz e Cordino realizaram apenas um jogo em casa, com o Cavalo de Aço arrecadando R$ 10.242,16 e a Onça acumulando prejuízo de R$ 5.097,31.

Um dado negativo no levantamento é que ainda não houve um público superior a 10 mil pagantes na temporada no futebol maranhense. Para ultrapassar essa marca, o Sampaio aposta na promoção com ingressos a partir de R$ 5 para o confronto contra o Vitória nas quartas de final da Copa do Nordeste.

Para fechar, vale destacar que entre os cinco maiores públicos pagantes da temporada, o Sampaio aparece três vezes, com o recorde contra a Ponte Preta com 9923 torcedores e o Moto na terceira colocação com 4159 torcedores diante do Sparta. O Superclássico disputado no Campeonato Maranhense, considerado como campo neutro, fica na quarta colcoação com 4064 pagantes.

Os cinco maiores públicos do futebol maranhense em 2018
Sampaio 0x0 Ponte Preta – Copa do Brasil – 9.923
Sampaio 1×0 Paraná – Copa do Brasil – 4.448
Moto 1×0 Sparta – Série D – 4.159
Sampaio 1×1 M0to – Maranhense – 4.064
Sampaio 1×1 Paysandu – Série B – 3.306

As arrecadações dos Maranhenses no Brasileiro
1º Moto R$ 64.085,90
2º Imperatriz R$ 10.242,16
3º Cordino – R$ 5.097,31
4º Sampaio – R$ 12.231,84

Primeiro título em 11 meses consolida início de Marcinho Guerreiro como técnico

O título do Campeonato Maranhense de 2018 coloca Marcinho Guerreiro ao lado de Ruy Scarpino como ex-jogadores que foram campeões fora e dentro das quatro linhas com o Moto. A dupla foi titular no título estadual de 2004 e comandou a equipe nas duas últimas conquistas, com Ruy em 2016 e Marcinho responsável pela conquista recente. Mais do que isso, o título consagra o início da carreira de treinador do ex-volante.

Após 11 meses depois de estrear como treinador, no triunfo por 3 a 0 diante do MAC no Maranhense de 2017, Marcinho conquista o seu primeiro título profissional. Os números são significantes em menos de um ano na carreira do técnico, com 25 jogos, 11 vitórias, nove empates e cinco derrotas, com um aproveitamento de 56%.

No Moto de 2018, Marcinho mostrou principalmente como montar uma boa organização defensiva e um time extremamente forte no contra-ataque, mesmo sem contar com jogadores tão ágeis. Na decisão contra o Imperatriz, o segundo e o terceiro gol no triunfo por 3 a 0 no jogo de ida, refletem exatamente isso. Recuperação no campo defensivo e em pouco tempo o time chega no ataque, sempre com o finalizador em condição clara de tentar o gol.

Jailson dando apoio defensivo, Menezes avançando e Everlan com liberdade no meio-campo. O Moto de Marcinho no Maranhense de 2018

Um modelo de jogo que deu certo principalmente pelo técnico entender também o fator humano. Com toda a situação precária do Moto, pouco tempo de treino, chegando a ficar quatro dias sem trabalhar antes do clássico contra o MAC e a enfrentar despejos de hotéis, Marcinho fez os atletas assimilarem sua ideia de jogo.

Um coletivo forte, expõe as virtudes individuais. Foi isso que aconteceu no Moto, principalmente com os volantes Rafael Santos, Bruno Menezes, Everlan, Jailson e os atacantes Ricardo e Val Barreto. Rafael Santos e Bruno Menezes, caso houvesse um controle de desarmes no Maranhense, provavelmente seriam os líderes nesse quesito. Everlan foi o segundo jogador do Moto que mais participou de gols, com dois tentos e três assistências, enquanto Val Barreto foi o artilheiro do time com seis gols. Números que refletem a importância dos meias no apoio aos contra-ataques.

Agora, Marcinho terá um novo desafio que será consolidar o bom início de sua carreira com a disputa da Série D. Campeão, com menos de um ano como treinador, é um grande feito para Marcinho. Se seguir mostrando a evolução, como foi de 2017 para 2018, e a busca por novos métodos, aliado com o seu conhecimento de campo como jogador e o entendimento do fator humano, o ex-volante terá um caminho de sucesso como treinador.

Números e seleção do Campeonato Maranhense de 2018

Com o término do Campeonato Maranhense é hora do balanço e selecionar os destaques do Estadual. O Moto quase repetiu o feito que o Sampaio conseguiu pela última vez em 1953, com o título invicto, mas a derrota diante do Imperatriz repetiu que o Rubro-Negro chegasse à sua 26ª conquista estadual sem derrotas.

O Moto fecha o Campeonato Maranhense com o melhor ataque, com o melhor ataque, com 22 gols marcados, enquanto o Bacabal, com apenas dois, foi o pior. Defensivamente, destaque para o MAC, com apenas sete gols sofridos em nove jogos disputados, enquanto o Santa Quitéria foi quem mais fez a alegria dos rivais, com 16 gols sofridos.

No ranking individual, destaque para um trio do Sampaio: Uilliam foi artilheiro com sete gols, Wellington Rato o líder em assistências, com quatro e o goleiro Andrey o goleiro menos vazado com cinco gols sofridos em cinco jogos disputados.

Na Seleção do Campeonato Maranhense destaque para o Moto, com cinco jogadores e o melhor técnico Marcinho Guerreiro. Os melhores do Maranhense de 2018 foram: Rodrigo Ramos (Moto); Diego Renan (Moto), Patrick (MAC), André Penalva (Imperatriz) e Luis Fernando (MAC); Rafael Santos (Moto), Bruno Menezes (Moto), Diego Batata (São José), Everlan (Moto) e Ulisses (Cordino); Uilliam (Sampaio). O volante Bruno Menezes, que completou 22 anos durante o Estadual, termina como a revelação do torneio, com Everlan, autor de dois gols e três assistências, como o melhor jogador.

Números do Campeonato Maranhense
Artilheiro – 7 gols – Uilliam – Sampaio
Assistências – 4 – Wellington Rato – Sampaio
Goleiro menos vazado – 5 gols sofridos – Andrey – Sampaio
Jogo com mais gols – Moto 5×3 Santa Quitéria
Melhor ataque – Moto (22 gols)
Pior ataque – Bacabal (2 gols)
Melhor defesa – MAC (7 gols sofridos)
Pior defesa – Santa Quitéria (16 gols sofridos)

Confira as estatísticas individuais do Campeonato Maranhense

JogadorClubePosiçãoJogosMinutosGolsAssistsAmarelosVermelhos
UilliamSampaio CorrêaAtacante64827010
Val BarretoMoto ClubAtacante86886010
UlissesCordinoMeia65406041
Jefferson KanuImperatrizAtacante94543000
André PenalvaChapadinhaZagueiro98103022
IvaniltonSanta QuitériaAtacante53463000
AdautoImperatrizMeia85263000
CrisTimonAtacante97632010
EverlanMoto ClubMeia107562321
Ricardo MaranhãoMoto ClubAtacante117612110

Imperatriz 2×1 Moto: Rubro-Negro perde invencibilidade, mas conquista o 26º título maranhense

O Imperatriz ameaçou a conquista de um título encaminhado pelo Moto. Quando Daniel Barros e Kanu abriram o 2 a 0 para o Cavalo de Aço, o Rubro-Negro ficou no limite para selar a conquista do Estadual. Ricardo descontou e acalmou, até o apito final selar a conquista do 26º título estadual do Rubro-Negro.

O Moto devolve ao Imperatriz o que sofreu em 2005, quando o Cavalo de Aço conquistou o seu primeiro título maranhense em pleno Nhozinho Santos. Durante os 90 minutos do jogo decisivo, o Rubro-Negro cumpriu o que era esperado, confiando na vantagem construída e apostando no contra-ataque.

O primeiro tempo o Imperatriz atacou mais, mas pecou por apostar somente nas jogadas pelas laterais. Assim como em boa parte do Estadual, Junior Chicão atuou mais como um ponta pela esquerda, enquanto na direita, Gabriel e Kaká tentavam levar o Imperatriz ao ataque. Com bolas cruzadas, foram poucas chances no primeiro tempo e um Moto, que se dedicou quase integralmente a defesa.

No momento de maior tensão da etapa inicial, Rodrigo Ramos foi substituído aos prantos após se machucar em um choque com o atacante Adauto. O Rubro-Negro terminou o primeiro tempo com o goleiro Mateus fazendo seu primeiro jogo profissional na decisão.

Mateus sentiu o fato de entrar em seu primeiro jogo profissional. Apesar de executar duas boas defesas e acertar o canto do pênalti convertido por Daniel Barros, foi presa fácil para o cabeceio de Kanu. O gol de Ricardo Maranhão devolveu a tranquilidade para a conquista do título Rubro-Negro.

Em campo, o mérito do Moto passa principalmente pela execução quase perfeita dos contra-ataques no Campeonato Maranhense. Sem tempo e material para buscar jogos brilhantes, Marcinho Guerreiro tem o melhor contragolpe do Estado e assim conseguiu até o melhor ataque do Maranhense com 22 gols marcados. Mais do que isso, voltou a mostrar que um time coletivamente bem, destaca as individualidades.

Um título que supera as dificuldades do Rubro-Negro e recoloca o time na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste de 2019. Após um 2018 de dificuldade, que ainda terá a Série D pela frente, o Moto pode enxergar uma esperança no horizonte.

Moto 3×0 Imperatriz: Rubro-Negro abre vantagem e encaminha título invicto

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Foram 15 minutos de equilíbrio e 20 minutos para o Moto deixar encaminhado o título do Campeonato Maranhense. O triunfo por 3 a 0 diante do Imperatriz, que precisará só tirará a conquista do Rubro-Negro se vencer na volta por três gols de diferença, veio com tranquilidade, com direito a dois gols de Val Barreto e um de Jailson.

Os 15 minutos iniciais do jogo foram com chances para os dois lados. O Moto seguiu forçando o jogo pela direita, com a dupla Diego Renan e Ricardo, mas arriscando finalizações de longe, mesmo sem acertar o gol. Para tentar parar o ataque o Rubro-Negro, Saldanha chegou a apostar na marcação individual de Renan e Gabriel, respectivamente, em Ricardo e Jailson.

O ataque do Imperatriz era principalmente nas pontas com Adauto e Junior Chicão. Sempre isolados, dependiam de lances individuais para encontrar espaços na marcação rubro-negra. O zero saiu do placar somente aos 45, quando Val Barreto invadiu a área e marcou para o Moto.

O contra-ataque, principal marca do Papão ao longo do Campeonato Maranhense, apareceu de vez no segundo tempo. Em duas jogadas rápidas, Jailson e Val Barreto definiram o jogo no Castelão.

No Campeonato Maranhense, o Imperatriz conseguiu marcar três gols somente nos jogos diante do Santa Quitéria e contra o São José, enquanto o Moto nunca sofreu mais de dois gols em uma partida. O 26º título está encaminhado para o Rubro-Negro. Agora resta saber se será invicto ou não.

Adauto no ataque e bola aérea são as armas do Imperatriz na final do Maranhense

Melhor campanha na classificação geral, o Imperatriz repete o cenário de 2015, quando conquistou o seu segundo título na história, na decisão de 2018. Agora o Cavalo de Aço terá pela frente o Moto, com a vantagem do empate no placar agregado para levantar a taça pela terceira vez. Para alcançar esse feito, os comandados de Vinícius Saldanha apostam principalmente na força da bola parada e na mobilidade de Adauto no ataque.

O meia Adauto chegou ao Cavalo de Aço na quarta rodada e logo nos três primeiros jogos anotou dois gols. O jogador até ganhou a titularidade, mas nas últimas partidas começou no banco de reservas e, diante do São José, saiu do banco para ser fundamental no triunfo por 4 a 0, marcando um dos gols e tendo participação na jogada de outros dois.

Adauto atua com liberdade na frente, jogando um pouco mais centralizado e, em alguns momentos, caindo principalmente pela esquerda. Dos três gols no Estadual, dois foram de fora da área e o terceiro recuperando a bola na intermediária e finalizando com categoria dentro da área.

O zagueiro André Penalva, empatado em gols com Adauto, é o reflexo da força da bola parada do Cavalo de Aço. Diante do São José, Michael aproveitou um escanteio para marcar um dos gols, enquanto André Penalva já aproveitou duas faltas e um escanteio para balançar as redes no Estadual, curiosamente, dois deles contra o Moto, na primeira rodada.

Com a segunda melhor defesa do Campeonato Maranhense e o segundo melhor ataque, o Imperatriz chega com um equilíbrio maior para a decisão. Assim como foi em 2005, ano do seu primeiro título, o Cavalo de Aço encontra o Moto, mas agora conta com a vantagem para tentar garantir a terceira conquista de sua história.

Imperatriz e Moto reeditam decisão estadual após 13 anos

A final do Campeonato Maranhense de 2018 entre Imperatriz e Moto ocorrerá apenas pela segunda vez na história. No primeiro encontro decisivo entre as duas equipes, em 2005, o Cavalo de Aço levou a melhor, com uma vitória no Nhozinho Santos, onde garantiu, até então, o inédito título estadual para o alvirrubro.

O Imperatriz chega à decisão do Estadual pela sétima vez em sua história, enquanto o Rubro-Negro está em sua 43ª final. Assim como em 2005, o Moto chega para a final com o melhor ataque do Campeonato Maranhense, enquanto o Cavalo de Aço tem o segundo melhor setor ofensivo.

A diferença na decisão de 2018 é que o Imperatriz será o mandante do jogo que definirá o título. Na decisão das equipes em 2005, o Moto era o detentor da vantagem e viu o Cavalo de Aço calar o Nhozinho Santos em duas oportunidades.

No segundo turno, quando o Rubro-Negro poderia consolidar a conquista Estadual por arrastão, o Cavalo de Aço venceu o jogo de ida por 2 a 0 e conquistou o returno após um empate em 2 a 2 no Municipal. Nos dois jogos da final, após conquistar o segundo turno, o Imperatriz garantiu dois triunfos, por 4 a 2 no interior e 3 a 2 no Nhozinho Santos.

Dentre os personagens históricos da decisão está o goleiro Rodrigo Ramos. Em 2005 defendeu o Imperatriz, onde começou sua trajetória de sucesso no futebol maranhense e agora defende o gol do Moto, onde tentará conquistar o seu segundo título com o Rubro-Negro, onde já foi campeão em 2016.

Moto 1×1 Maranhão: melhor jogo do Maranhense coloca o Rubro-Negro na decisão

A proposta dos dois times foi bem clara até o segundo tempo, quando ambos ficaram com um a menos e abriram mão do meio-campo. O 1 a 1 reflete a igualdade técnica das duas equipes, que realizaram a melhor partida do Campeonato Maranhense no Castelão, com direito a 31 finalizações, sendo 16 certas durante os 90 minutos. Com o 0 a 0 do primeiro jogo, o Moto, com campanha superior a do MAC, selou a classificação para a decisão do Estadual.

O Rubro-Negro agora faz contas apenas para garantir a vantagem na decisão. Se o Imperatriz for finalista com um triunfo diante do São José, o Cavalo de Aço passará a ter a melhor campanha geral, empatando nos 17 pontos do Moto, mas com uma vitória a mais. Nos demais cenários o Moto entrará em campo na final com a vantagem do empate.

Desde o minuto inicial no Castelão, o MAC deixou claro o intuito de atacar. Com Felipe e Emerson atuando como pontas, com Denílson fazendo um suporte ofensivo maior pelo lado direito, até os 20 minutos iniciais o Quadricolor jogou praticamente durante toda a partida com os 10 jogadores na frente do meio-campo.

Denilson, pela direita, com passes em profundidade e fazendo a diagonal, foi quem criou as primeiras boas chances do MAC, mas na primeira finalização do Moto, Val Barreto abriu o placar no Castelão. Com o time de Meinha extremamente ofensivo, os espaços para os contra-ataques foram generosos, o que proporcionou o festival de finalizações citado no início do texto.

O lado direito foi o ponto forte, ofensivamente, dos dois times. O MAC até tentou explorar a bola aérea, mas a ausência de um bom cabeceador e o bom jogo de Rodrigo Ramos pararam o ataque Quadricolor. O destaque negativo do jogo fica pela quantidade de faltas, 30 no total, sendo 13 cometidas pelo MAC e 17 pelo Moto, o que paralisou demais a partida.

O segundo tempo, após as expulsões de Luis Fernando no MAC e Betão no Moto, o jogo ficou igual. O Quadricolor empatou com Emerson cobrando pênalti. Com os dois times sem meio-campo, a correria ditou o ritmo do jogo, principalmente para o Rubro-Negro, que era quem jogava com vantagem, enquanto o Bode mais girava a bola tentando furar o bloqueio rival, mas sem sucesso nos minutos finais.