Mês: julho 2018

Adilson Goiano e Jocinei são os destaques do novo pacotão do Sampaio para a Série B

Mudança de técnico e logo cinco novos jogadores anunciados. Na lista das cinco novidades, os volantes Adilson Goiano e Jocinei aparecem como os destaques do grupo, completado pelo zagueiro Rogério, o lateral Julinho e o atacante Matheusinho.

Aos 30 anos, Adilson conta com uma passagem de destaque pelo Arouca, entre 2015 e 2017. No clube português foram cinco gols em 64 jogos. Após isso, o volante teve uma passagem no futebol indiano pelo North East United, com apenas quatro jogos disputados, antes de chegar ao Novorizontino em 2018.

No clube paulista, Adilson foi titular durante o Paulistão e a Série D, acumulando 18 jogos na temporada. O experiente volante tem como uma de suas principais características o aproveitamento em cobranças de escanteios e até laterais para tentar marcar gols na área adversária. Defensivamente, destaca-se pelo jogo aéreo e a capacidade de bloquear finalizações adversárias.

Jocinei, que conta com uma breve passagem pelo Corinthians entre 2013 e 2014, também foi titular durante a Série D pelo Novorizontino. Além de atuar como volante, pode atuar como meia-central, sendo uma opção mais ofensiva da equipe. Se o passe não é um dos pontos fortes do meia, assim como Adilson, Jocinei tem no jogo aéreo um dos pontos fortes e se destaca por arriscar finalizações de fora da área, o que o ajudou a marcar dois gols nos nove jogos disputados na Série D.

A dupla de volantes chega para suprir a carência de reposição no meio-campo do Tricolor. Desde as lesões de William Oliveira e Diego Silva, foi notória a queda na qualidade do setor, uma vez que Silva e César Sampaio, possuem características mais defensivas, mas pecam na hora do passe.

Na zaga a novidade é Rodrigo, de 30 anos. Chama a atenção que o defensor, titular na Série D e C pelo São Bento, disputou apenas três jogos em 2018 pelo clube paulista. A última partida do defensor foi no dia 24 de fevereiro, na derrota por 1 a 0 diante do São Caetano, pelo Campeonato Paulista.

Fechando o setor defensivo, Julinho, de 31 anos, é a nova aposta para a lateral-esquerda do Sampaio. O setor mais problemático da equipe maranhense, com as oscilações de Alyson, a lesão de Raul e Kaike sempre atuando abaixo do esperado na Série B. Titular do Caxias na Série D, o lateral tem característica mais defensiva e, a priori, deve ser apenas uma das opções do elenco maranhense.

Fechando o pacote de reforços está Matheusinho, de 24 anos. Depois de um Campeonato Gaúcho sem gols, mas sempre como titular do São José-RS, o atacane fechou a Série D com quatro gols em 13 jogos. Atuando pelas duas pontas, chega como opção para as vagas de Bruninho e João Paulo, titulares, mas que estão lesionados, e contam com Danielzinho e Fernando Sobral atuando pelos setores durante a Série B.

A chegada dos cinco jogadores também pode significar a saída de alguns atletas. Dependendo da regularização e da atuação deles nos treinos até a partida contra o Criciúma, há a chance de algumas estreias ainda no primeiro turno. Julinho, Adilson e Jocinei são os jogadores com maior chance de ganhar a oportunidade, por conta da situação do Tricolor na temporada.

Boa Esporte 3×1 Sampaio: Tricolor sucumbe diante do lanterna e aumenta série negativa

Nova derrota fora de casa e a diferença para sair da zona de rebaixamento aumentando para quatro pontos. A vitória do Boa Esporte por 3 a 1 diante do Sampaio, aumenta a série negativa do Tricolor para oito jogos sem vencer na Série B e deixa o time maranhense por, pelo menos, mais duas rodadas na zona de rebaixamento da competição.

Arlindo tentou aumentar o poder ofensivo do Sampaio liberando Bruno Moura e Alyson para o ataque. Naturalmente as laterais deram espaço para os ataques mineiros, principalmente pela esquerda. O primeiro gol do Boa surge de um bote errado de Esquerdinha, com Silva e Alyson sendo batidos por Daniel Cruz, que serviu Hélder para abrir o placar.

A única finalização do Sampaio na direção do gol resultou no empate, com Uilliam aproveitando o cruzamento de Fernando Sobral. Na etapa final, o Tricolor até controlou mais a bola e seguiu forçando o jogo pelas pontas, principalmente na direita com Bruno Moura.

Foi insuficiente. Pelas laterais, o Boa criou as jogadas para os gols de Machado e Kaio selarem o triunfo dos donos da casa por 3 a 1. Foi apenas a terceira vitória dos mineiros, enquanto o Sampaio sofre a sexta derrota fora de casa na temporada.

Renovação de Marcinho Guerreiro é fundamental para o Imperatriz repetir sucesso em 2019

Vice-campeão maranhense em 2018 e com o acesso conquistado para a Série C de 2019. Diferente de outras temporadas, o Imperatriz fecha o ano com saldo extremamente positivo e sinaliza a construção de uma base para as próximas temporadas. A renovação de Marcinho Guerreiro no comando do Cavalo de Aço é o principal indício.

É curioso que o Imperatriz não começou a temporada com essa segurança para os treinadores. Paulinho Kobayashi durou apenas três rodadas no Campeonato Maranhense e deu lugar para Vinícius Saldanha, que levou o alvirrubro ao vice-campeonato estadual. Na Série D, Saldanha durou dois jogos e deu lugar para Marcinho Guerreiro, que recuperou a equipe para levar ao acesso para a Série C.

O grande mérito de Marcinho nesse período no comando do Imperatriz foi resgatar a força ofensiva da equipe. Curiosamente, no único jogo em que não marcou gols, na derrota por 1 a 0 diante do Treze na semifinal, foi eliminado da Série D. Anteriormente, em todas as partidas o alvirrubro balançou as redes e o treinador foi fundamental para resgatar Junior Chicão e transformar o maranhense em um dos goleadores da Série D, com oito gols.

A veia ofensiva é provavelmente uma característica que será mantida no Imperatriz para 2019. Na Série D, o Cavalo de Aço teve o terceiro melhor ataque com 21 gols marcados, média de 1,5 gols por jogo, enquanto, o Moto campeão maranhense fechou o Estadual com 22 gols marcados, média de gols por jogo. Diferente de 2018, Marcinho terá no comando uma equipe estável e sem tantos problemas internos, quando foi na pré-temporada do Rubro-Negro. O treinador tem o cenário ideal para tentar repetir os bons resultados de 2018 e buscar a permanência em seu segundo desafio na Série C.

Demissão de Roberto Fonseca não é a saída para a má fase do Sampaio

Após 18 dias da conquista da Copa do Nordeste, Roberto Fonseca não é mais o técnico do Tricolor. A sequência de sete jogos sem vitória na Série B e a queda para a vice-lanterna da competição foram cruciais para a demissão do treinador. Decisão que está longe de ser a solução para a má fase do Tricolor na Série B.

Fonseca chegou a deixar o Sampaio na 10ª colocação, após o triunfo diante do Oeste na 10ª rodada, última vitória conquistada pelo Tricolor no torneio. Desde então, uma crise de lesões se instalou no time, desfigurando totalmente o ataque e o meio-campo.

João Paulo foi o primeiro afetado, mas logo conseguiu retornar ao time. Nesse período, William Oliveira, Diego Silva, Bruninho e Jheimy, reforçaram o DM tricolor. Do quarteto, Jheimy é o atleta com menos tempo de jogo, recém-contratado e, com apenas dois jogos, sofreu uma fratura durante a derrota por 1 a 0 contra o CSA e ficará até quatro meses em recuperação.

Bruninho sofreu uma fratura no calcanhar na derrota diatne do Figueirense, quando começou a série negra do Sampaio. O atacante era peça fundamental nas pontas do time comandado por Roberto Fonseca. William Oliviera e Diego Silva, entre lesões e suspensões, sempre são ausências sentidas no time titular, principalmente pelo controle no meio-campo.

Junto com as lesões houveram baixas por causa de suspensões, chegando ao cúmulo do Sampaio ter até 11 jogadores indisponíveis para o confronto contra o Boa Esporte. Um time. Roberto Fonseca tem sua parcela de responsabilidade na série negativa na Série B, mas paga o preço pelo elenco limitado do Tricolor.

O ex-treinador chegou e garantiu quatro jogos de invencibilidade, com três vitórias e um empate em seu início no Sampaio. Deixa o time após a conquista da Copa do Nordeste, com uma série geral de cinco jogos sem vitórias, onde conqusitou apenas dois pontos nesse período. Se isolar o cenário somente para a Série B, são apenas dois pontos conquistados em 21 disputados.

Seja quem for o substituto de Roberto Fonseca, a missão de garantir a permanência na Série B será árdua. Assim como o seu antecessor será necessário tempo e compreensão da limitação do elenco do Tricolor maranhense.

São Bento 2×1 Sampaio: Tricolor segue sem vencer e afunda na zona de rebaixamento da Série B

Lucas Almeida / L17 Comunicação

A derrota por 2 a 1 diante do São Bento foi o sexto jogo do Sampaio sem pontuar fora de casa na Série B. Resultado que mantém o Tricolor na zona de rebaixamento e aumenta a obrigação dos comandados de Roberto Fonseca de vencerem o jogo contra o Boa Esporte, para não ver os times fora da degola abrirem vantagem.

Com a derrota, o Sampaio prolonga para sete jogo a série sem vitórias, com apenas dois pontos conquistados nesse período. O sarrafo para a zona de rebaixamento sobe de dois para três pontos, com o CRB chegando aos 19 pontos, enquanto o Tricolor maranhense cai para a vice-laterna com 16 pontos.

O lado esquerdo seguiu como o mais frágil do Sampaio. A tentativa de Fonseca para corrigir o setor, com Alyson fazendo marcação individual em Tony e César auxiliando pelo lado não deu certo. Joelho não conseguiu anular Bueno no primeiro gol e no lance do segundo gol, falhou na bola que sobrou para Cléo Silva lançar e Branquinho ampliar para os donos da casa.

No segundo tempo o desespero voltou a mandar no Sampaio. Das 13 finalizações do Tricolor na etapa final, apenas três foram na direção do goleiro Rodrigo Viana. No único momento que o time maranhense assustou foi quando Esquerdinha descontou e os visitantes tentaram pressionar, mas sem forças para chegar ao empate.

Sampaio 1×3 Goiás: Tricolor perde o meio-campo e sofre virada no Castelão

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Um primeiro tempo exemplar e um segundo tempo onde foi engolido pelo Goiás, principalmente no meio-campo. O Sampaio saiu na frente com Sobral, mas a virada veio de forma massacrante com Lucão, Alex Silva e Michael para o Esmeraldino.

O Sampaio chega ao sexto jogo sem vencer e segue na zona de rebaixamento, agora na 17a colocação. Diante do São Bento e do Boa Esporte, mesmo fora de casa, o Tricolor maranhense precisará buscar, pelo menos, quatro pontos. Um desafio gigante para um time que conseguiu pontuar em apenas dois dos sete jogos longe de casa na Série B.

Com Sobral e Reginaldo abertos, o Sampaio apostou em um 4-4-2 onde Danielzinho atuava mais centralizado próximo de Uilliam no ataque. A estratégia deu certo quando o cruzamento de Reginaldo achou Sobral para abrir o placar.

O Goiás, a priori tentou chegar com Gedoz pela direita, mas sem tanta efetividade. Quando Michael passou a atacar pelo setor, foi o momento que o time Esmeraldino levou mais perigo, mas sem capacidade para buscar o empate na etapa inicial.

No segundo tempo o meio-campo do Sampaio foi engolido pelo Goiás. Gedoz criou as duas jogadas, que originaram os gols de Lucão e Alex Silva, virando o placar para o Esmeraldino. Fonseca ainda enfraqueceu o meio Tricolor com a saída de Silva para a entrada de Carlão, em uma última tentativa de sobrecarregar no ataque e chegar ao empate. O efeito foi contrário e um último contra-ataque do Goiás, resultou no gol de Michael para selar o triunfo goiano no Castelão.

Com Marcinho Guerreiro, Imperatriz fez gols em todos os jogos da Série D

Com o acesso garantido para a Série C, o Imperatriz agora tenta aumentar o feito da temporada de 2018 em busca da vaga na decisão da Série D. Para isso, o ataque é um dos pontos chaves do Cavalo de Aço. Desde que o técnico Marcinho Guerreiro assumiu o comando da equipe, o time do interior maranhense marcou gols em todos os jogos da Série D.

Dentre os quatro semifinalistas, o Cavalo de Aço conta com 21 gols marcados, ficando com o terceiro melhor  ataque. Nas duas primeiras rodadas, a equipe, então comandada por Vinícius Saldanha, arrancou dois empates sem gols contra o América-RN e diante do Belo Jardim, no interior pernambucano.

Desde que chegou à segunda fase, os comandados de Marcinho carregam um dado curioso. Quando venceram o jogo de ida por 1 a 0, perderam na volta por 2 a 1 e garantiram a classificação nos pênaltis. Foi assim na segunda fase contra o América-RN e no jogo do acesso contra o Manaus, quando o goleiro Jean defendeu três penalidades.

Diante do Treze, o 1 a 0 em casa voltou a se repetir. Considerando o histórico, o Imperatriz deve balançar as redes no Amigão, mas precisará ter maior solidez defensiva para evitar o drama das últimas decisões que foram para as disputas das cobranças alternadas.

Defensivamente o Imperatriz apresenta o melhor rendimento dentre os quatro semifinalistas. Assim como o Treze, são apenas 10 gols sofridos nos 13 jogos disputados até o momento. Números que poderão fazer a diferença e refletem o equilíbrio da semifinal, que provavelmente, definirá o campeão da Série D de 2018.

Sampaio 0x0 Juventude: Tricolor completa quinto jogo consecutivo sem vencer

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Um jogo ruim das duas equipes e praticamente sem oportunidades claras no segundo tempo. No fim das contas, o empate zerado foi o placar mais justo no Castelão, mantendo o Sampaio na zona de rebaixamento da Série B e ampliando a série para cinco jogos sem vencer da equipe maranhense.

Das 10 finalizações do Sampaio no primeiro tempo, as cinco que foram na direção do gol terminaram com defesas tranquilas de Matheus. A dupla defensiva do Juventude foi o destaque da primeira etapa, sendo fundamental para os desarmes no campo defensivo.

O lado esquerdo com Alyson seguiu como o setor mais vulneravel do Sampaio, especialmente por causa da movimentação de Felipe Mationni. Os visitantes chegaram somente duas vezes e pararam no goleiro Andrey.

O segundo tempo foi praticamente sem chances para os dois lados. O Sampaio voltou a abusar de cruzamentos, sem sucesso. A expulsão de Esquerdinha, muito questionável, praticamente selou o empate sem gols depois de um Tricolor inoperante no ataque e com o Juventude aceitando o empate sem gols no Castelão.

Imperatriz 1×0 Treze: Cavalo de Aço abre vantagem na semifinal da Série D

Um jogo com chances dos dois lados e definido com um gol de Adauto no segundo tempo. O triunfo de 1 a 0 do Imperatriz diante do Treze, deixa o Cavalo de Aço a um empate da vaga inédita na decisão da Série D.

O triunfo também mantém a boa marca ofensiva do Imperatriz sob o comando de Marcinho Guerreiro. Desde que o treinador assumiu a equipe, o Alvirrubro marcou gols em todos os jogos na competição.

O primeiro tempo teve como destaque a participação ofensiva de Eloir, sempre próxima da grande área e atuando praticamente como um segundo atacante atrás de Junior Chicão. O lado direito com Kaká era onde começavam as principais jogadas de perigo dos donos da casa.

O Treze também teve o lado direito, com Talisson e Leilson como um dos mais ofensivos. Mas não houveram chances reais com perigo para o gol defendido por Jean.

O cenário mudou no segundo tempo com a entrada de Adauto e Lucas Silva. Adauto, assumiu a função de Eloir, mas acabava buscando mais o jogo pelas pontas. O que foi fundamental para conseguir aproveitar o rebote e abrir o placar no Frei Epifânio.

No Treze, a entrada de Patrick também deu novo gás ao time paraibano. O camisa 17 levou perigo principalmente nas bolas paradas, mas em duas ocasiões se livrou da marcação e chegou a parar no goleiro Jean, importante para garantir o triunfo dos donos da casa.

França 4×2 Croácia: a eficiência campeã francesa

FIFA/FIFA via Getty Images

A Croácia começou melhor e viu a França na primeira chegada abrir o placar. O caminho para o título francês, com o triunfo por 4 a 2, começou no gol contra de Mandzukic, mantendo a eficiência francesa como uma das grandes marcas dessa Copa. Se ficou a impressão que o time de Deschamps poderia render mais, ele rendeu o suficiente para conquistar o segundo título mundial da França.

Os 15 minutos iniciais foram com a Croácia controlando o jogo, mas sem a eficiência. O destaque no meio-campo ficava com Kanté, sempre que necessário, encostando para apertar a marcação em Modric, um dos motivos para o croata fazer uma partida discreta na decisão. Assim como o primeiro gol foi originado em bola parada, a jogada que resultou no empate de Perisic, também veio após uma falta na frente da grande área.

Ainda no primeiro tempo, Griezmann, de pênalti, voltou a colocar a França na frente. A vitória parcial francesa foi construída com apenas uma finalização na direção do gol e 33% da posse de bola.

Na etapa final, Pogba e Mbappé consagraram o título francês. Lloris, em uma falha na frente de Mandzukic, permitiu o segundo gol croata, mas nada que ameaçasse a conquista francesa. Uma conquista histórica, que transforma Mbappé no segundo jogador mais jovem campeão da Copa e coloca Deschamps ao lado de Zagalo e Beckenbauer, treinadores campeões como jogadores e no comando de suas seleções.

A lição que fica da Copa de 2018 é a eficiência. Se em 2010 começou o domínio do futebol de posse de bola, chegando ao auge com o controle alemão em 2014, em 2018 é o antídoto dos modelos anteriores. A lição mais importante de todas: não há somente uma forma certa de jogar futebol.