Dia: 1 de maio de 2018

O triste fim do ciclo de Marcinho como técnico do Moto

Menos de um mês após conquistar seu primeiro título como treinador, o ciclo de Marcinho Guerreiro chega ao fim no comando do Moto. Não por causa de decisões erradas ou resultados negativos, mas simplesmente pela irresponsabilidade dos dirigentes do Rubro-Negro. Tratam um dos principais ídolos da história do time, campeão como jogador e treinador, como se fosse um qualquer e desrespeitam os trabalhadores, não só da comissão técnica, como também os que vestem a camisa para entrar em campo.

É bizarro entender a saída de Marcinho Guerreiro, que em 2018 perdeu apenas um jogo, conquistou seis vitórias e cinco empates. Campeão Estadual após dois anos e responsável pelo melhor início do Rubro-Negro na Série D. Um aproveitamento, na temporada, de 63,8%. No geral, considerando os primeiros jogos de 2017 e o período como interino na Série C, Marcinho comandou o Moto em 27 jogos, com 13 vitórias, nove empates e cinco derrotas, um aproveitamento acumulado de 59,2%.

Além dos números, Marcinho era o elo de uma diretoria perdida e desacreditada com o elenco do Moto. Luís Miguel, que levou o São José até às semifinais do Campeonato Maranhense é o escolhido para ser seu substituto. Tecnicamente, a escolha é até boa, mas o problema é que Luis chega como uma cara nova no meio de uma crise intensa.

Marcinho sai do Moto com débitos e a ingratidão por parte da diretoria. Conseguiu colocar um estilo de jogo no Rubro-Negro, marcado por uma escalação sempre no 4-2-3-1 e com força no contra-ataque. Começou bem a Série D, com um cenário promissor até para sonhar com acesso, mas tudo isso é colocado abaixo com a sua saída e a clareza de que a diretoria do Rubro-Negro, mais do que nunca, não sabe o que está fazendo.