Mês: março 2018

Sampaio 0x0 CSA: Tricolor joga mal e completa quatro jogos sem vencer

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Já classificado, o Sampaio entrou em campo contra o CSA é protagonizou um de seus piores jogos na temporada. Com o empate sem gols no Castelão, o Tricolor completa quatro jogos sem vencer no ano e sem marcar gols nos últimos 358 minutos.

Apesar das 12 finalizações contra o CSA, apenas um cabeceio de Joecio foi na direção do goleiro Mota. Com chutes de longe e esperando uma cabeçada certeira de Joécio após os escanteios, o Tubarão esteve longe de acertar o gol.

Na melhor chance, Uilliam, cara a cara com Mota, mandou por cima do gol. Com William Oliveira como volante ao lado de Silva, o Tricolor viu o poderio ofensivo cair com a presença improdutiva de João Paulo pela esquerda, que errou a maioria das jogadas que tentou.

Para tentar furar a defesa do CSA, Dia ainda tentou apostar em Marlon pela direita e Maradona na esquerda. No segundo tempo, Marlon voltou a jogar centralizado, mas com Sobral e Maradona nas pontas. Nenhuma chance criada.

O CSA levou ainda menos perigo, com todas as três finalizações para longe do gol defendido por Andrey. Foi o último jogo do Sampaio antes na Série B e as atuações recentes deixam o sinal de alerta ligado para técnico Francisco Diá.

Sampaio aposta nos passes de William e nos gols de Magrão para a Série B

Últimos reforços anunciados pelo Sampaio, o volante William e o atacante Magrão chegam com possibilidade de buscarem a vaga no time titular para a disputa da Série B. Aos 26 anos, o meio-campista chega como uma possibilidade para melhorar a circulação de bola do Tricolor, enquanto o atacante de 33 conta com histórico goleador nas equipes que defendeu nas últimas temporadas.

William teve o maior destaque de sua carreira defendendo o Vasco, onde foi um reserva na Série B de 2016. Naquela temporada, o volante acumulou 46 desarmes em 25 jogos, uma média de 1,9 por jogo, além de 412 passes certos, média de 16,4 por jogo. Em comparação com as temporadas anteriores, William teve uma evolução em 2018, nos quatro jogos monitorados pelo Footstats no Campeonato Carioca.

Defendendo o Madureira, o volante conseguiu 12 desarmes e 104 passes certos nos jogos. A média de desarmes subiu para três por jogo e nos passes para 26. Apesar dos dados detalhados não serem de toda a temporada do jogador, que disputou no total 11 jogos pelo clube fluminense, eles demonstram que William é um jogador com uma característica mais próxima de um segundo volante, que não apoia tanto o ataque. Neste caso, a tendência é que o jogador dispute a posição com Yuri e seja até alternativa em alguns momentos para jogar à frente da linha defensiva.

Nome
William Oliveira
Nacionalidade
bra Brasil
Posição
Volante
Time Atual
Sampaio Corrêa
Aniversário
25 de fevereiro de 1992
Idade
26

Magrão chega como vice-artilheiro da Série A2 do Campeonato Paulista, com nove gols em 10 jogos pelo Sertãozinho. Com 1,91m, o atacante atua centralizado e sem tanta força física, conta com o posicionamento como sua principal arma para furar as defesas adversárias.

Em 2018, dos nove gols marcados, apenas um foi de pênalti e os demais com bola rolando. A perna direita foi usada em sete oportunidades e em duas ocasiões, Magrão apareceu para cabecear a bola para o fundo das redes.

Na Série B, o melhor desempenho de Magrão foi em 2009, no Barueri quando marcou cinco gols em 21 jogos disputados. No histórico recente, em 2016 na Série D, o atacante foi uma das referências do São Bento, vice-campeão naquela temporada, com quatro gols em sete jogos disputados.

Para o Sampaio, Magrão será a referência que faltava para o ataque. Se não é um jogador acima da média da Série B, o atacante fecha uma lacuna que existiu no time desde a saída de Isaac após a Série C de 2017.

Nome
Magrão
Nacionalidade
bra Brasil
Posição
Atacante
Aniversário
21 de outubro de 1984
Idade
33

Imperatriz e Moto reeditam decisão estadual após 13 anos

A final do Campeonato Maranhense de 2018 entre Imperatriz e Moto ocorrerá apenas pela segunda vez na história. No primeiro encontro decisivo entre as duas equipes, em 2005, o Cavalo de Aço levou a melhor, com uma vitória no Nhozinho Santos, onde garantiu, até então, o inédito título estadual para o alvirrubro.

O Imperatriz chega à decisão do Estadual pela sétima vez em sua história, enquanto o Rubro-Negro está em sua 43ª final. Assim como em 2005, o Moto chega para a final com o melhor ataque do Campeonato Maranhense, enquanto o Cavalo de Aço tem o segundo melhor setor ofensivo.

A diferença na decisão de 2018 é que o Imperatriz será o mandante do jogo que definirá o título. Na decisão das equipes em 2005, o Moto era o detentor da vantagem e viu o Cavalo de Aço calar o Nhozinho Santos em duas oportunidades.

No segundo turno, quando o Rubro-Negro poderia consolidar a conquista Estadual por arrastão, o Cavalo de Aço venceu o jogo de ida por 2 a 0 e conquistou o returno após um empate em 2 a 2 no Municipal. Nos dois jogos da final, após conquistar o segundo turno, o Imperatriz garantiu dois triunfos, por 4 a 2 no interior e 3 a 2 no Nhozinho Santos.

Dentre os personagens históricos da decisão está o goleiro Rodrigo Ramos. Em 2005 defendeu o Imperatriz, onde começou sua trajetória de sucesso no futebol maranhense e agora defende o gol do Moto, onde tentará conquistar o seu segundo título com o Rubro-Negro, onde já foi campeão em 2016.

Imperatriz 4×0 São José: Cavalo de Aço garante vantagem na final do Maranhense

Além de devolver a derrota que sofreu na fase de classificação, a goleada diante do São José por 4 a 0 garantiu ao Imperatriz a vantagem de jogar pelo empate e realizar o jogo de volta em casa na final do Campeonato Maranhense. O Alvirrubro repete a temporada de 2015 e chega à decisão após o técnico Vinícius Saldanha assumir o comando da equipe.

Após o empate zerado em São Luís, logo no primeiro tempo, Michael, Thaynan e Adauto encaminharam o triunfo do Cavalo de Aço abrindo 3 a 0. Na etapa final, Junior Chicão aproveitou para fechar o marcador do jogo, com o seu primeiro gol na temporada de 2018.

A vitória colocou o Imperatriz na liderança da classificação geral, empatado em 17 pontos com o Moto, mas com cinco vitórias, uma a mais do que o Rubro-Negro. As duas equipe se encontrarão apenas na segunda vez em uma decisão, na primeira oportunidade, em 2005, o Cavalo de Aço garantiu a conquista do seu primeiro título Estadual.

Além da liderança, o Imperatriz conta com a segunda melhor defesa do Estadual, com apenas oito gols sofridos. Com os quatro gols marcados, o Cavalo de Aço chegou perto do melhor ataque, mas fica com 16, contra 18 do Rubro-Negro, o adversário na decisão do Maranhense.

Moto 1×1 Maranhão: melhor jogo do Maranhense coloca o Rubro-Negro na decisão

A proposta dos dois times foi bem clara até o segundo tempo, quando ambos ficaram com um a menos e abriram mão do meio-campo. O 1 a 1 reflete a igualdade técnica das duas equipes, que realizaram a melhor partida do Campeonato Maranhense no Castelão, com direito a 31 finalizações, sendo 16 certas durante os 90 minutos. Com o 0 a 0 do primeiro jogo, o Moto, com campanha superior a do MAC, selou a classificação para a decisão do Estadual.

O Rubro-Negro agora faz contas apenas para garantir a vantagem na decisão. Se o Imperatriz for finalista com um triunfo diante do São José, o Cavalo de Aço passará a ter a melhor campanha geral, empatando nos 17 pontos do Moto, mas com uma vitória a mais. Nos demais cenários o Moto entrará em campo na final com a vantagem do empate.

Desde o minuto inicial no Castelão, o MAC deixou claro o intuito de atacar. Com Felipe e Emerson atuando como pontas, com Denílson fazendo um suporte ofensivo maior pelo lado direito, até os 20 minutos iniciais o Quadricolor jogou praticamente durante toda a partida com os 10 jogadores na frente do meio-campo.

Denilson, pela direita, com passes em profundidade e fazendo a diagonal, foi quem criou as primeiras boas chances do MAC, mas na primeira finalização do Moto, Val Barreto abriu o placar no Castelão. Com o time de Meinha extremamente ofensivo, os espaços para os contra-ataques foram generosos, o que proporcionou o festival de finalizações citado no início do texto.

O lado direito foi o ponto forte, ofensivamente, dos dois times. O MAC até tentou explorar a bola aérea, mas a ausência de um bom cabeceador e o bom jogo de Rodrigo Ramos pararam o ataque Quadricolor. O destaque negativo do jogo fica pela quantidade de faltas, 30 no total, sendo 13 cometidas pelo MAC e 17 pelo Moto, o que paralisou demais a partida.

O segundo tempo, após as expulsões de Luis Fernando no MAC e Betão no Moto, o jogo ficou igual. O Quadricolor empatou com Emerson cobrando pênalti. Com os dois times sem meio-campo, a correria ditou o ritmo do jogo, principalmente para o Rubro-Negro, que era quem jogava com vantagem, enquanto o Bode mais girava a bola tentando furar o bloqueio rival, mas sem sucesso nos minutos finais.

Com classificação no Nordestão, Sampaio acumula R$ 3,8 milhões em premiação em 2018

A vaga inédita nas quartas de final da Copa do Nordeste garantiu mais R$ 450 mil nos cofres do Sampaio para a sequência da temporada. Com o acréscimo do valor, o Tricolor chega ao acumulado de R$ 3,8 milhões em premiação em 2018, considerando os valores recebidos na primeira fase da Copa do Nordeste e na Copa do Brasil.

Com a participação na fase de grupos da Copa do Nordeste, o Sampaio recebeu a cota de R$ 850 mil. No torneio regional, o Tricolor já arrecadou R$ 1,3 milhão em 2018. No Nordestão o time maranhense ainda pode aumentar a arrecadação caso seja semifinalista, garantindo uma premiação de R$ 550 mil e na decisão o valor é conforme o resultado: R$ 1,5 milhão para o campeão e R$ 600 mil para o vice.

Na Copa do Brasil, pela participação na primeira fase o Sampaio recebeu R$ 500 mil e com a classificação para a segunda e terceira fase, respectivamente, R$ 600 mil e R$ 1,4 milhão. No total, o Tubarão acumulou R$ 2,5 milhões no torneio nacional.

Além dos valores do Nordestão e da Copa do Brasil, o Sampaio contabiliza R$ 150 mil recebidos pela participação no Campeonato Maranhense e R$ 6 milhões referentes às cotas de TV na Série B. Somente com premiações e cotas, o Tricolor tem um faturamento estimado R$ 9,9 milhões em para 2018.

Salgueiro 0x0 Sampaio: deficiência ofensiva e novo empate sem gols

Apenas um gol nos últimos três jogos e a dificuldade do Sampaio em marcar gols nas últimas partidas escancarada com o empate zerado diante do Salgueiro. Um jogo de poucas oportunidades para os dois times, com o Tricolor acumulando três finalizações na direção do gol, contra duas do Carcará. A igualdade é o segundo empate dos comandados de Francisco Diá na Copa do Nordeste.

O empate passa principalmente pelas escolhas do treinador, que tentou apostar novamente em Alyson como ponta, pela esquerda. Apesar do setor ser o lado em que o Sampaio mais atacou durante os 90 minutos, o lateral tem uma tendência natural para tentar cruzamentos, não tendo tanta infiltração e qualidade na finalização.

Para tentar compensar, Diá colocou João Paulo em campo ainda no primeiro tempo, deixando Alyson como lateral, tendo liberdade para avançar no setor. Marlon até buscava o jogo nos três setores do campo, mas sem passes em profundidade, o Tricolor maranhense não conseguia agredir o Salgueiro.

Fernando Sobral, novamente jogando pela direita para auxiliar na marcação com Bruno Moura pelo setor, pouco produziu. O meia rende melhor pela esquerda, mas por causa da escolha para começar com Alyson pelo setor, voltou a atuar do lado inverso no campo.

A melhor chance do jogo foi após uma cobrança de falta quando Joécio chutou a bola travado pelo zagueiro e o goleiro do Salgueiro. Com a igualdade, o Sampaio completa o terceiro jogo sem vitória, considerando a derrota para o Ceará e o empate no tempo normal com a Ponte Preta, que terminou com a eliminação Tricolor nos pênaltis na Copa do Brasil.

As semifinais do Campeonato Maranhense

Lucas Almeida / L17 Comunicação

Imperatriz, São José, Moto e Maranhão começam a definir os dois finalistas do Campeonato Maranhense neste fim de semana. Cada equipe com seus méritos e do quarteto, o Rubro-Negro, que chega invicto à fase decisva do Estadual, desponta como o favorito ao título de 2018.

São José: a surpresa comandada por Diego Batata
A meta do São José era escapar do rebaixamento no Campeonato Maranhense. Sob o comando de Luís Miguel o time foi além e garantiu a classificação para a semifinal, com a terceira melhor campanha na primeira fase.

No decorrer do Estadual, o Peixe Pedra também contou com a chegada do seu principal reforço, o meia Diego Batata. Aos 28 anos, o jogador é o melhor cobrador de faltas do Campeonato Maranhense e conta com dois gols e três assistências em quatro jogos na competição.

Imperatriz: poderio ofensivo e embalado com Vinícius Saldanha
Nos quatro jogos sob o comando do técnico Vinícius Saldanha foram três vitórias e apenas uma derrota, exatamente no jogo em que o ataque não funcionou. Com o segundo melhor ataque do Maranhense, o Cavalo de Aço conta com sete gols marcados nas últimas quatro partidas.

O zagueiro André Penalva é o artilheiro do time e representa perigo nos lances de bola parada. Além do apoio ofensivo, o zagueiro é um dos melhores jogadores da posição no Estadual.

Moto: melhor ataque e time dos contra-ataques
São 15 gols marcados nos sete jogos disputados e melhor ataque do Campeonato Maranhense. Sob o comando do técnico Marcinho Guerreiro, o Moto chega para a semifinal como o único time invicto e com possibilidade de repetir o feito de 1984 do Sampaio, quando conquistou o Maranhense invicto.

Sem a presença de um goleador no elenco, a velocidade dos pontas, principalmente com Shailison no segundo tempo, é a aposta para furar a defesa dos adversários. Durante o Estadual, dos 15 gols, cinco saíram após os 30 do segundo tempo.

Maranhão: aposta na defesa para ser finalista
Classificado como quarto colocado na primeira fase, o MAC tenta fazer o ataque funcionar na reta decisva do Estadual. Com apenas sete gols marcados, o Quadricolor tem o pior setor ofensivo dentre os semifinalista, mas compensa com a melhor defesa, com apenas seis gols sofridos no Estadual.

O meio-campo é a alma da equipe atleticana, com destaque para Eloir, o jogador com mais participação ofensiva na equipe, com um gol e duas assistência na temporada.

Ponte Preta 0x0 Sampaio: displicência nas finalizações e desespero sem gol eliminam o Tricolor

Lucas Almeida / L17 Comunicação

A eliminação do Sampaio nos pênaltis foi a consequência das oportunidades perdidas e do desespero após os 20 minutos do segundo tempo. Quando Fernando Sobral bateu mal e viu a cobrança ser defendida por Ivan, também decretou a despedida do time maranhense na terceira fase da Copa do Brasil.

Agora o Sampaio terá foco por um mês apenas na Copa do Nordeste, onde está com a classificação nas mãos para a segunda fase do torneio. Até a estreia na Série B, as eliminações no Campeonato Maranhense e na Copa do Brasil servem para mostrar a limitação do time, que precisará se reforçar bem para realizar uma boa temporada.

Apesar da derrota por 5 a 3 nos pênaltis, o Sampaio foi melhor em campo. Em um primeiro tempo de muita marcação, as três oportunidades do jogo foram dos donos da casa, mas Alyson perdeu duas vezes e Fernando Sobral parou na defesa de Ivan.

O Tricolor seguiu apostando na marcação individual, com os laterais marcando os pontas da Ponte Preta, enquanto Silva e Yuri marcavam Nathan e Lucas Mineiro. Ofensivamente, Alyson e Sobral eram os caminhos do ataque do time comandado por Francisco Diá.

No segundo tempo, como aconteceu na maioria dos jogos em que não conseguiu chegar ao gol, o Sampaio apostou em cruzamentos e finalizações de longe sem perigo. Um time sem um cabeceador nato, bolas aéreas são apenas para apostas aleatórias de que algum cabeceio seja acertado. A melhor chance do jogo, Alyson perdeu.

O 0 a 0 persistiu nos 90 minutos e nos pênaltis classificação da Ponte Preta. Agora o Tricolor precisa ter cuidado na montagem do elenco para a sequência da temporada.

Clubes receberão R$ 795 mil no Campeonato Maranhense

O recurso de R$ 1,5 milhão liberado pela Lei de Incentivo ao Esporte para o Campeonato Maranhense conta com apenas R$ 795 mil destinado aos clubes, enquanto R$ 705 mil serão para a transmissão do Estadual. Dentre os times, o Sampaio receberá a maior cota com R$ 150 mil.

O Moto aparece em segundo na lista com direito a R$ 120 mil, seguido pelo trio formado por MAC, Cordino e Imperatriz, cada um com R$ 115 mil. Fecham a lista São José, Bacabal e Santa Quitéria com R$ 60 mil.

Em relação a 2017 o valor destinado para o Campeonato Maranhense sofreu uma redução de R$ 300 mil. No total, na temporada anterior foram R$ 1,8mi destinado ao Campeonato Maranhense, com rateio entre clubes, emissora e a FMF.